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Semana de (in)decisão na COP15

16/12/2009, às 10:11 (atualizado em 18/04/2019, às 16:55) | Tempo estimado de leitura: 4 min
Segue a última semana da Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP15) em Copenhague, Dinamarca. Ontem (15), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um pedido aos governantes mundiais para que tenham compromisso com a luta contra o aquecimento global e que parem de discutir entre si. Ele também pediu que todos evitem um fracasso eminente da reunião climática. Ki-moon reconheceu que as negociações estão difíceis, mas disse que há esperanças de uma decisão sensata.

Rascunhos com novos detalhamentos temáticos das negociações apontam um avanço dos trabalhos entre representantes, embora ainda haja vários pontos abertos. Por exemplo: como será a ajuda aos países pobres para se adaptarem às mudanças climáticas e reduzirem suas emissões de gás carbônico (CO2).

A ministra dinamarquesa, Connie Hedegaard, estabeleceu que os dois grupos de trabalho em andamento, os chefes de governos e os técnicos têm até a última hora do dia para redigir notas de acordo. O objetivo que é essas notas sejam debatidas na sessão plenária de hoje (16).

O secretário-executivo da COP15, Yvo de Boer, reconheceu que leva tempo conseguir que 192 países entrem em acordo. Ele mencionou a grande diversidade: alguns países são ilhas do Pacífico que podem desaparecer se o nível do mar subir, outros são produtores petrolíferos que temem por sua economia, há as nações ricas que não querem perder emprego e os emergentes “que querem erradicar a pobreza”.

Com todos esses impasses, há alguns países que tentar driblar os obstáculos. O Japão, tentando atenuar a tensão entre países ricos e emergentes, anunciou que vai oferecer cerca de US$ 10 bilhões para ajudar países em desenvolvimento a lutar contra o aquecimento global.

Já o governador da Califórnia (EUA), Arnold Schwarzenegger, um dos representantes mais aguardados em Copenhague, disse que, independentemente do resultado das discussões, o seu governo vai dar continuidade ao que foi proposto pelo Protocolo de Kyoto.

O governador de São Paulo, José Serra, também participou da COP15 e destacou ações regionais para combater o aquecimento global. Serra falou sobre a meta de São Paulo, que pretende reduzir em 20% as emissões de gás carbônico (CO2) até 2020.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou hoje (15) para capital dinamarquesa onde se junta à comitiva brasileira. Lula desembarcará por volta das 2h da madrugada de quarta-feira (16). Até a chegada do presidente, a comitiva brasileira está sendo representada pela senadora Marina Silva, pelo governador José Serra, pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Veja artigos do Inesc sobre COP15:

Segunda semana começou bloqueada pelos G-77+China e pelos africanos

Entram em Cena os Ministros e os Líderes Mundiais.

Começa Nova Fase da Negociação

Seguem as negociações e debates em Copenhague

O jogo está lançado!

Urgência e Compromisso – Palavras de Ordem da COP15

Veja outras informações da COP 15:

Conferência em pé de guerra

COP 15: Começam a aparecer sugestões para beneficiar o mundo

Lula sanciona lei que cria Fundo Nacional sobre Mudanças Climáticas

O Brasil na COP 15

Inesc na COP 15: impressões e divergência

Governo brasileiro em Copenhague expõe divergências sobre limites globais

Tom foi de otimismo no primeiro dia em Copenhague

COP 15: Começa reunião global para debater as mudanças climáticas

Categoria: Notícia
Tags: copcop15
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