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Estudo da Oxfam aponta concentração absurda de riqueza nas mãos de poucos bilionários pelo mundo

16/01/2017, às 15:40 | Tempo estimado de leitura: 3 min
Combater a sonegação fiscal e reformar a tributação para redistribuir parte dessa riqueza são caminhos fundamentais para reduzir a desigualdade.

Reportagem publicada nesta segunda-feira (16/1) pelo jornal Folha de S. Paulo revela que os oito homens mais ricos do planeta concentram o mesmo patrimônio de 3,6 bilhões de pessoas – a metade mais pobre do mundo. A informação consta do relatório Uma economia humana para os 99%, divulgado pela Oxfam nesta segunda no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

Segundo o relatório da Oxfam, estamos produzindo riqueza como nunca, mas ela está se concentrando nas mãos de um pequeno grupo de milionários – o tal 1% da população. A renda desse grupo aumentou 182 vezes mais do que a dos 10% mais pobres entre 1988 e 2011, revela o estudo.

“Os números mostram uma distorção do mercado provocada por essa concentração de riqueza, que aumenta a pobreza e piora o desempenho geral da economia”, diz Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil.

Uma forma importante de se inverter essa concentração abusiva de renda seria por meio de uma reforma tributária, promovendo a redistribuição de parte dessa riqueza para as pessoas mais pobres, afirma Katia Maia, citando estudo do Inesc sobre desigualdade e injustiça tributária, que revela como a isenção fiscal de lucros e dividendos também ajuda a concentrar renda – em 2013, essa isenção chegou a R$ 79 bilhões.

Outra maneira de se combater a concentração de renda seria acabar com a sonegação fiscal – no Brasil são sonegados quase R$ 500 bilhões anualmente.

Leia aqui a reportagem completa da Folha de S. Paulo.

Clique aqui para acessar o estudo do Inesc Desigualdade e Injustiça Tributária, de Evilásio Salvador.

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Categoria: Notícia
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