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Oficina de comunicação do projeto Mulheres Jovens Negras discute racismo e tecnologia

25/01/2017, às 4:35 PM | Tiempo estimado de lectura: 3 min
Atividade faz parte do projeto Mulheres Jovens Negras contra o Racismo e Sexismo, uma iniciativa do Inesc em parceria com o Fórum de Juventude Negra do Distrito Federal. Foto: Lena Tosta.

Qual a relação entre a ancestralidade de jovens negras e a tecnologia atual? Como fazer esse diálogo entre passado e presente de forma a aperfeiçoar e instrumentalizar ideias e coletivos para o empoderamento dessas jovens? Essas e outras questões foram tema da 1ª Oficina de Comunicação do Projeto Mulheres Jovens Negras contra o Racismo e Sexismo (Hub das Pretas), realizada sábado passado em Brasília pelo Inesc em parceria com o Fórum de Juventude Negra DF. A oficina contou com a participação de 20 jovens negras e foi coordenada por Silvana Bahia, comunicadora social, mestre em Cultura e Territorialidades, colaboradora da plataforma Afroflix e coordenadora do Olabi Makerspace no Rio de Janeiro.

Entre uma e outra roda de conversa da oficina, Silvana discutiu sobre “Trajetória, Tecnologia e Inventividades Negras”, de forma com que as participantes dialogassem sobre suas vivências, as tecnologias e de que forma o racismo se dá dentro desses processos.

“A oficina teve que dialogar com a vivência de cada uma das jovens presentes, fazendo uma ponte entre a ancestralidade delas e a tecnologia atual”, afirma Layla Maryzandra, educadora social do Inesc e uma das organizadoras do evento. “As ferramentas de comunicação que temos hoje não surgiram do nada, elas têm uma ligação com o passado – e uma das ideias da oficina foi justamente fazer essa ponte entre passado e presente, lembrando a simbologia Sankofa.»

Discutiu-se também o contexto político do acesso às novas tecnologias e a desigualdade, a comunicação como ação afirmativa e a relação entre escolaridade/renda/acesso ao mundo digital.

O projeto Hub das Pretas reúne jovens mulheres negras de diversos coletivos, grupos culturais, religiosos e movimentos sociais do Distrito Federal e Entorno, e de outras três capitais (Criola, Fase e Ibase no Rio de Janeiro, Pólis, Oxfam Brasil e Ação Educativa em São Paulo e Fase em Recife), com o objetivo de fortalecê-los no ativismo digital contra o racismo e sexismo.

Aproveitando o assunto, vamos falar sobre gênero, raça e etnia?

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