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As mulheres indígenas que estão na linha de frente da luta por direitos

16/05/2017, às 14:31 | Tempo estimado de leitura: 6 min
Quem são as guerreiras que lutam por terra, autonomia, identidade e cidadania? Artigo do Blogueiras Feministas.

O que é ser mulher indígena atualmente no Brasil? Quais suas histórias, desafios, conquistas? Como o feminismo trata a mulher indígena? Essas e outras questões são analisadas neste artigo de Bia Cardoso publicado na página Blogueiras Feministas, no qual discute o papel das mulheres indígenas na luta de seus povos por direitos como terras, autonomia, identidade e cidadania.

O etnocídio das populações indígenas é diário e pouquíssimo divulgado. A maioria das pessoas não se interessa por saber os impactos da construção de Belo Monte, quais as ameças da PEC 215 ou sobre as disputas sangrentas de terra cometidas pelo agronegócio. A violência contra indígenas é invisível e muitas vezes até apoiada em nome do “progresso”. Anos e anos de colonização forçada criaram esse senso comum de que índio significa “atraso”, por isso é normal se omitir quanto as atrocidades cometidas, acha-se natural a destruição de bacias hidrográficas e a morte cultural de povos inteiros.

As mulheres indígenas são lideranças fundamentais na luta dos povos brasileiros pelo reconhecimento de sua terra e sua identidade. As diferentes etnias brasileiras estão representadas na atuação e participação política de inúmeras indígenas. Como tantas outras mulheres, elas também se veem muitas vezes divididas entre tantos afazeres e responsabilidades, além de enfrentar o machismo e a violência de gênero que irrompem sempre que levantam sua voz. Porém, essas mulheres enfrentam questões que dificilmente encontram simpatia da população brasileira e que muitas vezes são ignoradas pelo feminismo, ainda mais numa época tão marcada pelo consumo como cidadania.

Bia Cardoso lembra que as duas primeiras organizações brasileira exclusivamente compostas por mulheres indígenas surgiram na década de 1980 – a Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (Amarn) e a Associação de Mulheres Indígenas do Distrito de Taracuá, Rio Uaupés e Tiguié (Amitrut). “Há muito tempo as mulheres indígenas buscam ter voz e poder de decisão em suas comunidades, mas o debate sobre a importância de sua liderança é recente, como mostra o livro ‘Mulheres Indígenas, Direitos e Políticas Públicas‘ organizado pelo INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos)“, diz Bia.

Apesar de todos os esforços, a luta da mulher indígena permanece invisível, “até mesmo dentro do feminismo”, diz a autora do texto, publicado à época do Acampamento Terra Livre em Brasília. Para ela, é preciso divulgar e apoiar a luta dessas mulheres indígenas para tirá-las dessa invisibilidade.

Leia aqui a íntegra do artigo no site Blogueiras Feministas.

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Categoria: Notícia
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