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Impostos: O leão que mia para os super-ricos

Publicado em 01/02/2016 14:04

No Brasil existe um mito segundo o qual a carga tributária seria uma das mais altas no mundo. Esta inverdade tem sido espalhada à exaustão pela Fiesp e seus patinhos de borracha. Mas o problema aqui é outro.

Por Joana Rozowykwiat - Portal Vermelho

De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Heritage Foundation, de 2014 e 2015, a carga tributária média mensal brasileira é a quinta mais baixa entre as 20 maiores economias do mundo e está longe de figurar como a mais elevada do planeta.

“Quando a gente avalia, na comparação com outros países, vemos que os cerca de 36% de carga tributária [em relação ao PIB] do Brasil está na média dos outros lugares. O problema é que temos aqui uma situação de injustiça fiscal que penaliza os pobres e a classe média”, diz Grazielle Custódio David, especialista em Orçamento Público e assessora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

Segundo ela, essa situação de desigualdade acontece basicamente por duas razões. Primeiro, porque grande parte da estrutura tributária do país está baseada em impostos indiretos, ou seja, que incidem sobre o consumo de bens e serviços e não sobre a renda e a propriedade.

“O problema de ter uma grande taxação de consumo é que, proporcionalmente, quem acaba pagando mais são os mais pobres. Por exemplo, se vai comprar arroz no supermercado, um pobre paga o mesmo imposto que um rico. Mas, quando a gente relaciona com o salário que aquela pessoa recebe, a proporção que o pobre paga é muito maior que a da pessoa rica. Isso configura uma situação de injustiça fiscal”, aponta Grazielle.

O outro entrave à justiça fiscal, diz Grazielle, está relacionado à forma de tributar a renda no país. “A gente tem uma situação em que a classe média, a faixa que recebe entre 20 e 40 salários mínimos, é a que paga mais imposto de renda hoje no Brasil. Já quem recebe, por exemplo, acima de 70 salários mínimos, praticamente não paga imposto”, compara.

No país, hoje, as rendas do trabalho são submetidas à cobrança de imposto de acordo com uma tabela progressiva com quatro tipos de alíquotas (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%). Já nas rendas do capital o leão dá apenas uma mordiscadinha, uma vez que as rendas decorrentes da distribuição de lucros e dividendos são isentas de Imposto de Renda. E outras, como ganhos financeiros ou de capital, estão sujeitas a alíquotas exclusivas, inferiores àquelas cobradas sobre a renda do trabalho.

“Se a gente compara um assalariado que paga na alíquota máxima de 27% com alguém que recebe mais do que o limite do imposto de renda, há uma situação terrível. Porque a maioria deles [os mais ricos] recebe por lucros e dividendos e, quando a gente avalia quanto eles pagam em imposto de renda, normalmente chega em 6%. Olha a situação: um grupo, que é a classe média, paga 27,5% de IR. E quem ganha muito mais que este grupo paga muitas vezes só 6%, porque existe a isenção de cobrança do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos”, lamenta Grazielle.

Segundo dados da Receita Federal, em 2014, um grupo com cerca de 71 mil brasileiros ganhou quase R$ 200 bilhões sem pagar nada de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Foram recursos recebidos, em sua maioria, como lucros e dividendos.

Essa isenção da tributação sobre lucros e dividendos foi instituída no país em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Entre todos os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), só o Brasil e a Estônia têm essa isenção. É uma vergonha, um vexame que o Brasil tenha aprovado uma lei como esta, que acaba punindo muitos de seus cidadãos, e beneficiando muito poucos”, critica Grazielle.

Os pesquisadores Sérgio Gobetti e Rodrigo Orair, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estimam que o governo poderia arrecadar mais de R$ 43 bilhões ao ano com a cobrança de imposto de 15% sobre lucros e dividendos recebidos por donos e acionistas de empresas.

Em um momento de ajuste fiscal, no qual o governo faz malabarismos para cortar gastos e aumentar a arrecadação, o valor seria mais que bem-vindo.

As manipulações da Fiesp

Os ricos brasileiros não têm mesmo do que se queixar. De acordo com Grazielle, o Brasil tem ainda um dos mais baixos impostos sobre patrimônio. “Hoje, no Brasil, a arrecadação com impostos sobre patrimônio está na faixa de 3%. A média mundial é entre 8 e 12%”, informa, apontando a falácia no argumento de quem cita a carga tributária como abusiva.

A assessora do Inesc criticou o discurso de combate aos tributos, que interessa, especialmente, aos super-ricos, sobre quem menos pesam os impostos. Ela aponta a Fiesp como grande representante desse grupo – em grande parte possuidor de empresas e recebedor de lucros e dividendos não tributados.

Para ela, a entidade mente e manipula informações, de forma a conseguir a adesão da população para suas campanhas pela redução da carga tributária. Ao propalarem desinformação, as iniciativas terminam conseguindo apoio entre as classes baixa e média, que de fato sentem no bolso o preço dos impostos.

“A Fiesp, através de sua atuação, inclusive de lobby com o Legislativo, grandes campanhas e articulação, representando os interesses dos super-ricos, tem formulado um discurso fácil de ser assimilado, porque as pessoas percebem uma carga pesada para elas e acatam esse discurso. Mas o problema é que eles [da Fiesp] contam uma mentira, ou uma verdade incompleta. Manipulam as informações, e o pobre e a classe média acabam sentindo, sim, o peso, porque todo o peso da carga tributária está sobre eles. Enquanto isso, os ricos praticamente não pagam imposto. É um discurso forjado, manipulador, para enganar a população”, acusa.

Para que serve o imposto

De acordo com Grazielle, a maior consequência deste tipo de campanha é que, ao insistir que a carga tributária é alta, distancia as pessoas de uma compreensão real sobre a importância dos impostos.

“A gente vai então ignorando o que determina uma carga tributária, que são as demandas sociais”, ressalta. Segundo ela, cria-se um quadro de contradição, em que as pessoas pleiteiam melhores serviços públicos, mas combatem a forma que o Estado tem de promovê-los.

“É isso que leva as pessoas para as ruas. É saúde, educação, segurança, promoção de direitos fundamentais, direitos humanos. E são essas demandas e necessidades sociais que vão determinar qual é a carga que um país tem que ter de tributos para garantir esse tipo de assistência à sua população. Se a gente quer que essas demandas sejam atendidas, os impostos são necessários. Agora, a forma como esse imposto vai ser cobrado da sociedade, aí é que entra a questão da justiça fiscal, que precisa melhorar no país”, diz.

Ela avalia que o debate sobre a importância dos tributos não interessa à parcela mais rica da população – a mesma que faz críticas ao tamanho do Estado. “Esses super-ricos não têm muito interesse de que essas demandas sociais sejam atendidas para o coletivo, porque muitos deles, por exemplo, recorrem a um plano de saúde, a uma escola privada, muitos contratam segurança privada, e esquecem que a maioria da população não tem como recorrer a isso e necessita que o Estado garanta.”

Para ela, mais que um debate sobre ter mais ou menos impostos, é preciso redistribuir a carga já existente.

“Isso pode ser feito com a diminuição de impostos indiretos e com redistribuição do imposto de renda. A gente pode, por exemplo, criar mais faixas, com diferentes alíquotas, diminuindo a incidência do Imposto de Renda até os 40 salários mínimos, e aumentando a partir daí, desde que se revogue a lei que isenta de taxação os lucros e dividendos. Além disso, a gente pode trabalhar muito na questão dos impostos sobre patrimônio”, sugere.

A especialista em Orçamento Público defende que, com esta série de medidas, é possível aumentar a arrecadação – e, consequentemente, o orçamento público –, diminuir o peso da carga tributária sobre os mais pobres e a classe média e, ainda, atender melhor às demandas sociais e promover políticas públicas com melhor financiamento, o que acabaria por gerar melhor qualidade nos serviços.

Grandes fortunas

Outra medida que vem sendo discutida como forma de aumentar a justiça fiscal no país é a implantação do imposto sobre grandes fortunas, que está previsto na Constituição, mas precisa ser regulamentado. Grazielle, contudo, avalia que a medida enfrenta dificuldades para avançar.

“Uma grande resistência a esse tipo de taxação é de quem diz que vai haver fuga de capitais do país. Outra questão é que, quando se fala em imposto, significa que a União não pode compartilhar. Então existe uma resistência de estados e municípios para avançar nisso, se for em formato de imposto. Se fosse, por exemplo, no formato de uma taxa, ou outro formato de cobrança, talvez tivesse mais apoio de governadores e prefeitos”, avalia.

Segundo ela, nesse sentido, a adesão dos estados e municípios é maior à proposta de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Como a CPMF é uma contribuição, ela pode ser compartilhada. Talvez por isso, o debate sobre a taxação de grandes fortunas perca um pouco de força”, explica.

Segundo ela, por causa da resistência que foi forjada na sociedade em relação a novos tributos, talvez seja melhor o governo trabalhar com as possibilidades que já existem, eliminando desonerações e aumentando a fiscalização e cobrança, de forma a recuperar recursos que estão na Dívida Ativa da União ou foram sonegados.

“Hoje as renúncias tributárias são altíssimas no Brasil, concedidas ao setor privado, sem que haja um controle adequado de qual retorno existe. Você desonera uma grande empresa, falando que ela vai garantir mais empregos, que vai melhorar a economia, mas não tem depois nenhum estudo que avalie se isso de fato aconteceu”, condena.

Ela lembra que a Dívida Ativa da União ultrapassa hoje R$ 1 trilhão. “Porque não investir na capacidade de fiscalização e cobrança dessas dívidas?”, questiona, acrescentando que outros R$ 500 bilhões anualmente se perdem na sonegação.

Grazielle cita ainda manobras feitas por grandes empresas, com o objetivo de pagar menos impostos. “A gente fez um estudo com a Vale, no qual foi possível observar a série de planejamentos tributários que eles fazem. Vendem, por exemplo, minério a preço muito abaixo do valor de mercado para países que são paraísos fiscais. Lá eles revendem e redistribuem para outros países, já com preço de mercado. Quando o minério sai daqui com preços baixos, eles já estão pagando menos impostos.

Chega no paraíso fiscal, não vão pagar imposto também. E, como vendem de lá com valor normal, então ganharam de novo. São manobras que tentam ficar dentro da lei, mas que acabam por sonegar, porque deixam de pagar os impostos devidos”, explicou.

De acordo com ela, de certa forma, há certos estímulos à sonegação no Brasil. “Sou uma empresa, tenho que pagar Cofins, por exemplo, e não pago. Pego esse dinheiro e invisto [no mercado financeiro]. O dinheiro fica rendendo juros. Depois de um tempo, vou para a Dívida Ativa, espero vir o Refis [programa de refinanciamento fiscal], aí negocio a dívida para pagar um valor ainda mais baixo do que eu devia. Quer dizer, ganho duas vezes, com os juros e pagando menos imposto”, exemplifica.

Além disso, a certeza da impunidade é algo que não ajuda a coibir os crimes fiscais, afirma. “No Brasil, pela lei, se depois você paga o que deve, o crime tributário deixa de existir. Não existe punição. Em outros países não existe essa revogação. Se a pessoa fez, além de ter que pagar o valor, muitas vezes com correção, ela ainda pode ser punida penalmente. A certeza da impunidade, a coisa do Zé Malandro, é que reforça a sonegação”, ressalta, defendendo que é preciso fortalecer as instâncias governamentais de fiscalização, controle e cobrança.

“A gente fica falando que em 2015 fizemos um orçamento deficitário de R$ 30 bi. Mas espera aí! A gente tem uma sonegação de R$ 500 bi, mais uma desoneração tributária de mais R$ 500 bi, mais uma dívida ativa de quase R$ 1,5 trilhão. Será que a gente tem um orçamento negativo de fato como nação ou poucas pessoas estão, aí, ficando com nosso dinheiro, deixando de pagar o que devem, e a gente sofrendo as consequências, sofrendo um ajuste fiscal?”, indaga.

Que reformas queremos?

Atualmente funciona no Legislativo uma Comissão Especial da Reforma Tributária, tema que deve estar muito em pauta este ano. Contaminado pelas meias verdades difundidas pela Fiesp, o debate deve refletir o cabo de guerra entre os interesses de super-ricos e trabalhadores, observa Grazielle.

“Se existe intenção de fazer a reforma tributária andar? Existe interesse dos dois lados, inclusive”, opina. De acordo com ela, um grupo dentro da Câmara, que tem entre seus integrantes o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), tem a intenção de fazer uma reforma que promova redução da carga tributária. Enquanto isso, do outro lado, setores progressistas defendem a justiça fiscal.

“Há pressão dos dois lados para que a reforma tributária aconteça. Acho que esse é um ano em que se vai discutir muito isso. Agora, por qual desses dois caminhos nós vamos acabar trilhando é a grande incógnita. Nossa defesa é que seja o caminho de uma reforma tributária com justiça fiscal”, encerra.

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Comentários (33)

Usuário Anônimo 01/02/2016 23:15
Absurdo esse artigo. Vamos recolher 36% em imposto e ainda bater palmas? Em 13 ou 14 anos de governo PT não foi possível corrigir essa distorção que onera os mais pobres? Como podem comparar percentual de arrecadação no Brasil em relação a outros países e esquecer do retorno dos impostos. Para que servem os impostos afinal?
No exemplo da FIESP, não seria incoerente quem mais se beneficia da carga tributária atual pedir uma reforma da mesma? Se os rico estão ganhado tanto, porque pedir uma reforma do sistema tributário? Se o governo em 13 anos não sobretaxou a renda, não foi pela articulação dos empresários e milionários, mas sim pela sua incompetência em fazer.
Usuário Anônimo 03/02/2016 12:43
Parece que não lesse o texto... Lê com atenção......
Usuário Anônimo 06/02/2016 16:43
Realmente, voce não leu o texto. Não passe vergonha e comece denovo....
Usuário Anônimo 06/02/2016 21:54
Vai ler a Veja, coxUnha, se é que é capaz de interpretar alguma coisa.
Usuário Anônimo 07/02/2016 20:14
Leia o texto antes de comentar e passar vergonha
Usuário Anônimo 16/02/2016 23:39
Pessoal, sem a arrogância de dizer que ninguém saber aqui. NÃO É SÓ pro PT que sabe ler, caralho!
Engulam esse ranking ae! Brasil em 7º no ranking de maior cobrança de impostos!
http://uk.businessinsider.c[…]-rates-in-the-world-2015-10

Agora, querem ver algo curioso? Busquem no Google por "O leão que mia para os super ricos". HAHAHAHAHAH!
ESSA PORRA DESSE TEXTO OBVIAMENTE PRO PT ESTÁ SE ESPALHANDO FEITO UMA PESTE PELA INTERNET PRA FORMAR OPINIÃO PÚBLICA FAVORÁVEL À COBRANÇA DE IMPOSTOS SOBRE DIVIDENDOS! IMPOSTOS SOBRE IMPOSTOS, JÁ QUE AS EMPRESAS JÁ PAGAM TODAS AS TAXAS ANTES DE DISTRIBUÍREM OS DIVIDENDOS!

AH, E MAIS UMA! ACORDA, ANALFABETOS EM ECONOMIA! SE PEGARMOS POR EXEMPLO O ITAÚ, UM PUTA DE UM BANCO QUE VOMITA LUCROS, QUASE 50% DOS ACIONISTAS SÃO MINORITÁRIOS! GENTE DA CLASSE MÉDIA E DA POBRE SIM!!! EU SOU UM QUE INVESTE SEUS MÍSEROS TREZENTINHOS POR MÊS EM AÇÕES PRA FAZER UMA PREVIDÊNCIA PARTICULAR (JÁ QUE ESTÃO ARREBENTANDO COM O NOSSA APOSENTADORIA PELO INSS). CHEIOS DA MESMA BALELA SE POSANDO COMO DEFENSORES DOS POBRES, MAS NO FIM QUEM PAGA A CONTA É O PESSOAL DE BAIXO, SIM! RAÇA DO CARALHO QUE É FANÁTICO! VÃO TOMAR NO CU, SEUS CAPACHOS DO CARALHO!
Usuário Anônimo 08/02/2016 14:15
Alguns querem qualidade mas não querem pagar, querem saúde, educação, segurança, a nível de país desenvolvido, mas pagar imposto de país de terceiro mundo...Ridículo é quem pensa dessa forma, e ví que tem muitos. Somos um país em desenvolvimento, com uma carga tributária rasuável, porém mal distribuída, quem tem muito paga pouca, quem tem pouco paga muito...Mas é mais fácil achar um culpado né, colocar um partido como vilão trará toda a solução....kkk.
Usuário Anônimo 22/02/2016 10:32
...e defender um partido PODRE como esse PTralhas tá muito certo, sim, amiguinho!
...tem que ter uma paciência infinita pra tolerar tanta burrice concentrada em uma só pessoa... sabe nem o que tá falando, seu animal. Busca Google ae: "country highest taxes world". Assim, em inglês, mesmo, pra ser neutro e não ter nenhum PTista doente de merda manipulando opinião com pesquisas fajutas como essas que mostra esse site escroto...
Usuário Anônimo 13/02/2016 18:39
Além de escravo voluntário (chinelo defendendo o pão dos ricos), tu é burro. Aprende a ler, analfabeto político!
Usuário Anônimo 03/02/2016 06:38
Olá. Gostei muito do texto, que possui argumentos coerentes e com respaldo em pesquisas realizado por instituições financeiras, porém, o texto não possui os links para as mesmas. Sugiro que em futuro textos as mesmas sejam inclusas, desta forma possamos averiguar os dados e inclusive nos informar de demais indicadores não reportados.
Usuário Anônimo 04/02/2016 14:40
em algumas imagens o link esta lá embutido...
Usuário Anônimo 03/02/2016 23:37
Agora compare o PIB per capita dos países que tem impostos altos. O nosso PIB per capita é baixíssimo, isso quer dizer que se a nossa produção fosse distribuída hoje para todos os Brasileiros daria uma merreca. Por essa razão NOSSOS IMPOSTOS SÃO SIM ALTÍSSIMOS. Imposto alto é luxo para países riquíssimos, não para um país com uma produção ínfima como a nossa, relacionada ao número de habitantes. É muita inocência acreditar que os nossos impostos não são altos.
Usuário Anônimo 04/02/2016 00:45
O texto começa com um dado correto e depois descamba para o esquerdismo.

O governo só deveria mexer em alíquotas de imposto de renda DEPOIS que resolver a discrepância das alíquotas sobre o consumo. NÃO HÁ ESPAÇO para aumento de impostos enquanto o governo não couber no orçamento.

Hoje, + imposto = + desperdício, que gera a necessidade de mais imposto.

E o texto está criticando os que pagam pouco convencendo os que pagam muito a pedir menos imposto. Quase faz parecer uma boa ação.
Usuário Anônimo 04/02/2016 09:16
Primeiro que todos deveria pagar o mesmo imposto porque se um ganha melhor e que fez por onde. Segundo nao se pode comparar o brasil com os outros paises onde tem servicos publicos de qualidade e nao se gasta dinheiro com saude, educacao.... . Terceiro na maioria desses paises voce consegue deduzir do imposto compra de veiculos, financiamento imobiliario, ate mesmo viagens desta firma movimenta-se a economia e o dinheiro volta pra voce. Me desculpe mas e uma materia muito fraca onde me parece que querem implantar uma justificativa para ferrar com alguns. Lamentavel.
Usuário Anônimo 04/02/2016 09:16
Primeiro que todos deveria pagar o mesmo imposto porque se um ganha melhor e que fez por onde. Segundo nao se pode comparar o brasil com os outros paises onde tem servicos publicos de qualidade e nao se gasta dinheiro com saude, educacao.... . Terceiro na maioria desses paises voce consegue deduzir do imposto compra de veiculos, financiamento imobiliario, ate mesmo viagens desta firma movimenta-se a economia e o dinheiro volta pra voce. Me desculpe mas e uma materia muito fraca onde me parece que querem implantar uma justificativa para ferrar com alguns. Lamentavel.
Usuário Anônimo 05/02/2016 07:59
Mais uma ONG que recebe dinheiro do governo clamando por mais impostos com textos falaciosos.

Nem surpreende mais.
Usuário Anônimo 08/02/2016 08:32
Atenção!! O que esse texto discute, a problematização que ele enfoca, é tudo que esse governo petista não está preparado para colocar em prática... são propostas à esquerda!!
Usuário Anônimo 07/02/2016 10:18
Apenas mais uma abordagem destorcida do problema, buscando justificar a CPMF.... Por que o PT não se empenha, de facto, pela reforma tributária??
Usuário Anônimo 08/02/2016 08:34
Dizer que esse texto busca justificar a CPMF é um reducionismo à proposta mais ampla do próprio texto, que discute temas muitíssimos mais amplos, pertinentes e desafiadores...
Usuário Anônimo 07/02/2016 10:18
Apenas mais uma abordagem destorcida do problema, buscando justificar a CPMF.... Por que o PT não se empenha, de facto, pela reforma tributária??
Usuário Anônimo 07/02/2016 15:19
Muito bom este artigo!
Usuário Anônimo 07/02/2016 15:19
Muito bom este artigo!
Usuário Anônimo 08/02/2016 14:43
Realmente o grande problema do Brasil é a interpretação de texto e a falta de respeito.
"seu coxinha", "seu petista", etc...
O texto não defende a cpmf, apenas mostra pq interessa mais ao governo a cpmf do que a reforma tributaria.
Além do mais, não li falácias, apenas verdades, doa a quem doer. O problema não é o cidadão pagar 27,5%, e sim um milionario pagar 6%....
Mas daqui a pouco alguém ja vai citar a "meritocracia"...
Usuário Anônimo 08/02/2016 16:13
Que absurdo a Carga tributaria pretendida pelo PT.
lucros e dividendos Sao o saldo final apos a incidência de PIS, Cofins, CSLL e Imposto de Renda. Quem escreve que lucro e dividendo é isento, Nao sabe o que esta falando
Usuário Anônimo 16/02/2016 16:05
Pois é, também não entendi isso. Toda empresa paga alem do icms e iss o IRPJ sobre lucro presumido, o titulo do imposto ja diz SOBRE LUCRO, que gira em torno de 17% a aliquota media do IRPF. Quem é que paga só 6%?
Usuário Anônimo 08/02/2016 16:13
Que absurdo a Carga tributaria pretendida pelo PT.
lucros e dividendos Sao o saldo final apos a incidência de PIS, Cofins, CSLL e Imposto de Renda. Quem escreve que lucro e dividendo é isento, Nao sabe o que esta falando
Usuário Anônimo 08/02/2016 16:13
Que absurdo a Carga tributaria pretendida pelo PT.
lucros e dividendos Sao o saldo final apos a incidência de PIS, Cofins, CSLL e Imposto de Renda. Quem escreve que lucro e dividendo é isento, Nao sabe o que esta falando
Usuário Anônimo 08/02/2016 16:16
Que absurdo a Carga tributaria pretendida pelo PT.
lucros e dividendos Sao o saldo final apos a incidência de PIS, Cofins, CSLL e Imposto de Renda. Quem escreve que lucro e dividendo é isento, Nao sabe o que esta falando
Usuário Anônimo 13/02/2016 11:16
Para as pessoas que não leram o texto ou pra quem leu eu vou simplificar pra os que não entenderam
O texto não fala da cobrança de impostos em si,mas sobre a má cobrança desses impostos.
pessoas com renda mais baixa pagam o mesmo valor do que as pessoas mais ricas (classe media e assalariados) se uma pessoa pessoa assalariada paga 200 reais em imposto ela tem uma baixa e tem uma renda de 600 reais livre
se uma pessoa de classe media tem uma baixa de 500 de imposto ela recebe 2500 reis livre
ja uma pessoa super rica paga o mesmo que uma pessoa de classe media exemplo ela paga 500 de imposto e tem renda livre de 2 milhões não seria mais justo ela pagar mais caro? eu não sou economista eu só coloquei o texto de uma forma simples
 
Usuário Anônimo 12/10/2016 02:21
CHAMADA GERAL!
CHAMADA GERAL!
CHAMADA GERAL!

Nesse dia 12 — dia de Nossa Senhora da Aparecida, todos os sábios petistas e simpatizantes, e apoiadores de Teatro, cantorzinhos e professores sábios doutores de Universidades, porraloucas, estão, à partir desse momento, convocados e ESTÃO SOBRE CHAMADA GERAL.

A Chamada Geral:

Atenção! CHAMADA GERAL.

Venham todos com seus cartazinhos levantados, em FILA, pela rodovia que dá abertura à cidade de Aparecida. Os professores de UNIVERSIDADE na frente. Artistas de teatros depois, e atrás os músicos cancioneiros de MPBezinha. Tragam as plaquinhas de Fora-Temer para Nossa santa Mãe abençoar. Nós sábios iremos fazer uma procissão com 1.000.000 de cartazinhos de fora Temer. Todos ritmados, virando os cartazinhos pra direita, e logo depois, imediatamente pra esquerda. Que beleza! Todos ao mesmo tempo. Em ritmo. ¿Quer mais sabedoria que isso? Desceremos a rampa de Aparecida, enchendo ela de ponta a ponta.

Ah! E bem atrás, mas bem atrás mesmo, o povo da cut e do mst…

E nós com nossos cartazinhos em nossas santas mãos. Somos sábios. Somos petistas. Somos doutores. Gostamos de Chico Buarque. Todos com os CARTAZINHOS E PLAQUINHAS. Chico Buarque estará convocado para subir a rampa até a igreja, na frente. No final ele irá ENTOAR uma musiquinha de VOZ DE TAQUARA RACHADA, UMA MUSIQUINHA DE 5 minutinhos (favor não reclamar e nem achar que se trata de alguma música de 45 minutos de Beethoven — música de gosto duvidoso dos GOLPISTAS. Não. De jeito nenhum. A nossa é uma musiquinha de nosso Chico. Com letra. Nada de coisa difícil dos golpistas, a tal de música instrumental. Não. A musiquinha nossa será de 5 minutos. Cancioneiro).
Chico é tão sábio, irmãos. Com nossas plaquinhas, somos guerreiros. Todos convocados agora dia 12 de outubro.

Todos os Progressistas Petistas no Vale do Paraíba.


Obrigado.

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Fim-da-Chamada-Geral
Usuário Anônimo 13/10/2016 09:25
Meu nome é Prof. Júlio César (não sou anônimo). Mas o anterior eu mandaria ele TOMAR NO "orifício originado do blastóporo de todo animal deuterostomado (que eu creio que ele seja)". Idiota quase completo (99%), já que não colocou o nome.
Usuário Anônimo 15/10/2016 23:36
AQUI EM APARECIDA. Maravilha.

A Nossa Santa Marcha com os cartazinhos foi um sucesso.

Observei MUITA, mas muita mesmo! Muita! Bastante! Uma quantidade enorme de DESCOLADOS da zona sul. Isso foi muito bom para nosso Santo Movimento fora Temer. Aqueles caras de barbinha preta, óculos de vovô de tarja preta. Voz efeminada. São os des-colados!

É tão impressionante que alguns artistas, também ditos descolados, vejam nesse momento e nessas PLAQUINHAS de Fora Temer uma espécie de demiurgo. Ok! Um demiurgo da Zona Sul do Rio. Sei que isso tem lá os seus limites. Mas de uma coisa sabemos: deu aquele CHARME, principalmente quando o Taquara Rachada entoou a musiquinha!
Foi UM SILÊNCIO SEPULCRAL para ouvi-lo. Nós do PeTê nos EMOCIONAMOS PROFUNDAMENTE. Vai ser para sempre! Observei muitas velhas chorando, o que no mínimo FOI UM SINAL de elevação do ponto de vista espiritual ou moral. Transcendente! Afinal era o Taquara Rachada cantando.

Magnífico. EXPLÊNDIDO! Admirável.
Usuário Anônimo 18/10/2016 18:59
COMO se diz NO CLICHÊ: foi belíssimo! (Já desgastado)

[Deu uma fila de um QUARTEIRÃO no banheiro. Muita ansiedade... ¿Você SABIA que elas todas estavam com as mãos na virilha? Realmente eu não entendi. TODAS! Sem excessão].

Lá na cidade do Vale do Paraíba foi uma beleza! Teve HISTERIA.
Apesar da histeria, uma coisa sabemos: deu aquele ENCANTAMENTO enorme quando o «Taquara Rachada» entoou a musiquinha de 4 minutinhos para Nossa Senhora da Aparecida, nessa quarta passada. Nesses 4 minutos foi um silêncio de velório e de Floresta Negra alemã. A histeria foi abafada no momento exato em que o Taquara Rachada abriu a boca. Aí foi um silêncio enorme! O Taquara 'ta velho, -- tadim --, mas as velhas ESTAVAM chorando copiosamente. Eu vi com meus próprios OlhOs, e fiquei deveras impressionado. Ele estava de óculos escuros. E ISSO INDICA QUE FOI UM PROFUNDO SINAL, de nossa parte companheiros, de elevação do ponto de vista espiritual, in-te-lec-tual, moral e político. Agora, sim, acabamos com o golpista conservador Temer (eca), com nossas sábias plaquinhas. Foi transcendental. Afinal era o Taquara Rachada cantando. MUITAS FORAM AO BANHEIRO DEPOIS.

Deu uma fila de um QUARTEIRÃO no banheiro das velhas. Todas com as mãos na virilha. ISSO ACONTECEU exatamente LOGO DEPOIS DO TAQUARA entoar sua cançãozinha. Realmente eu não entendi...

A Nossa Santa Marcha com os cartazinhos de fora Temer, -- digo isso para vossa ciência!, escute bem (e espalhem): foi um sucesso 100%, companheiros e companheiras. Pense e reflita: um milhão de cartazinhos!, minha gente! Eu disse: 1.000.000 de plaquinhas sendo viradas para a direita e logo depois para a esquerda -- escrito «fora Temer». Sem um erro sequer! Muitos dos nossos camaradas benzeram os cartazinhos com a água-benta no fundo da igreja (teve empurra-empurra). Aspergiram sobre as letras de fora Temer. Bem ao longo das letrinhas, para não gastar água-benta, afinal eram 1.000.000 de plaquinhas.

Umas doninhas, entoando cânticos do Taquara Buarque, iam passando de cartazinho em cartazinho (atenção! somente tiveram direito a essa benesse aqueles que estavam bem levantados) e com um raminho de folha verde molhado na água-benta iam borrifando com esse raminho molhado nossas plaquinhas (eu creio que era aquela plantinha cujo nome é conhecida como «Onze horas»). Eu vi.

Havia uma enorme quantidade de DESCOLADOS da zona sul, também. Isso foi muito bom para nosso Amado Movimento fora Temer. Aqueles caras de barbinha preta e voz EFEMINADA, sabe?, óculos de vovô de tarja preta, tomando STELLA ARTOIS, com o pé na PAREDE. São os des-colados! Nosso movimento é tão bom, amados!

É tão impressionante que alguns artistas, também ditos descolados, vejam nesse momento e nessas PLAQUINHAS de Fora Temer uma espécie de demiurgo. Tudo bem, é sim um demiurgo, um demiurgo da Zona Sul do Rio. Não importa. Sei que isso tem lá os seus limites. Mas mesmo assim foi magnífico, foi esplêndido & admirável. Ou seja:
como se diz no clichê desgastado (clichezaço): BELÍSSIMO!
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