Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Ferramentas Pessoais
Seções
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2011 Abril 100 dias do governo Dilma: falam as historiadoras
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2011 Abril 100 dias do governo Dilma: falam as historiadoras

100 dias do governo Dilma: falam as historiadoras

Publicado em 11/04/2011 13:14

Matéria retirada do Blog Brasil Recente

Por Carlos Fico
Rio de Janeiro

Logo após a posse de Dilma Rousseff na presidência da República, Brasil Recente entrevistou alguns historia-dores e divulgou suas primeiras impressões. Nossa leitora Magali Pontes notou a ausência de mulheres e registrou sua sugestão: agora, no marco dos 100 dias de governo, é a vez de conhecermos a opinião de algumas historiadoras. São avaliações e opiniões livres, algumas sintéticas, outras mais longas, que ganham interesse justamente por não serem “acadêmicas”, pois mostram o distanciamento crítico ou a adesão emocionada dessas historiadoras brasileiras. Por essa razão, preferi não editá-las, transcrevendo-as na íntegra para o leitor do blog. (CF)

 

Rachel Soihet (UFF)
Não tenho uma perspectiva essencialista de que o simples fato de se tratar de uma mulher automaticamente contribua para uma mudança em termos de sentimentos e de comportamento. Caso tal fato correspondesse à verdade, como explicaríamos a atuação de uma Margaret Thatcher? Mas, com relação a Dilma, observo inúmeros aspectos positivos, em especial nas suas declarações em favor do respeito aos direitos humanos e no que tange à política internacional, consubstanciadas na postura recente do Brasil com relação ao Irã. Igualmente, no plano interno verifico uma tendência mais incisiva com vista a trazer à tona os arquivos da ditadura criminosamente ocultos há tantos anos.

Também gostaria de acrescentar que, ao contrário do que muit@s afirmavam, a presidente não se constitui em simples fantoche de Lula e, embora se mantenha respeitosa com relação ao mesmo, tem dado mostras de iniciativa e firmeza diante das várias situações que se lhe tem apresentado. Não há como deixar de acentuar o seu empenho na nomeação de mulheres para o ministério e demais posições de poder.


Lucia Maria Lippi Oliveira (CPDOC/FGV)

Tinha poucas expectativas sobre o governo Dilma, não fui sua eleitora, embora tenha votado em outra mulher, Marina Silva. Considerava/considero que seu programa estava/está preso ao século XX, talvez até ao XIX. Não me agradava também a campanha eleitoral enfatizar Dilma como “a mulher do Lula” ou “a mãe do PAC”... Mas não ter sobressaltos diários com as declarações públicas do Lula já é lucro! Seu comportamento é mais “racional”, estável e coerente, concorde-se ou não com suas posições. Tais traços (inclusive falar pouco, ler os discursos) não são identificados pelo senso comum como “coisa de mulher”, ao contrário. Vamos ver como esta mulher, que não corresponde aos estereótipos femininos, enfrentará os problemas graves que ainda estão aí e torcer para que saiba aproveitar o momento favorável do Brasil no mundo.

LEIA MAIS OPINIÕES

Ações do documento

Comentários (0)

Apoio Institucional
  • apoio20.png
  • apoio19.png
  • apoio18.png
  • apoio15.png
  • apoio13.png
  • apoio12.png
  • apoio11.png
  • apoio10.png
  • apoio9.png
  • apoio8.png
  • apoio7.png
  • apoio6.png
  • apoio4.png
  • apoiouniao