Personal tools
You are here: Home » Notícias » Notícias Gerais » 2008 » Setembro » Ministro diz que Previdência urbana terá superávit em 2010, se crescimento do PIB for mantido
Document Actions

Ministro diz que Previdência urbana terá superávit em 2010, se crescimento do PIB for mantido

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Se a economia brasileira continuar crescendo ao menos 4% ao ano, a Previdência urbana voltará a ser superavitária em 2010. A expectativa é do ministro da Previdência, José Pimentel, que concedeu hoje (25) entrevista a emissoras de rádio, no programa Bom Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Nesse mês de agosto a Previdência pública urbana já foi superavitária. O resultado foi de R$ 181 milhões”, destacou Pimentel.

Apesar dos bons números na Previdência urbana, a maior parte do déficit está no campo. Segundo o ministro, dos R$ 38 bilhões de déficit da Previdência, R$ 35 bilhões estão na área rural. Mas, de acordo com Pimentel, isso é natural, uma vez que os trabalhadores do campo contribuem para a alimentação de toda a sociedade e devem ser sustentados por ela na velhice.

“A atividade rural será sempre subsidiada pela sociedade brasileira, porque a contribuição nessa área não é obrigatória.”, explicou o ministro. “Já a Previdência urbana é contributiva e nós temos a obrigação de fazer com que ela seja superavitária, para que ela seja sustentada atuarialmente”, completou.

Ao comentar os resultado da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007 – que indicou que, pela primeira vez, mais da metade da população economicamente ativa está dentro da cobertura previdenciária –, Pimentel disse não ter receio de que no futuro a Previdência brasileira não consiga pagar os benefícios.

“O jovem que está entrando no mercado de trabalho agora, com 19 anos, pode ficar tranquilo que ao chegar a 2046, quando se aposentar, seu dinheiro vai estar reservado”, garantiu.

O ministro afirmou também que o objetivo é incluir um número cada vez maior de trabalhadores na Previdência. Para isso, o foco do governo serão as empregadas domésticas e os microempreendedores, como cabeleireiros e donos de pequenos comércios.

No caso das trabalhadoras domésticas, apenas 1,5 milhão de um total de 7 milhões têm carteira assinada e fazem parte do regime previdenciário. Já para os microempresários, Pimentel disse que, com uma contribuição de R$ 45,65 por mês, é possível incluir na Previdência todos os cerca de 10 milhões de trabalhadores, que lucram até R$ 36 mil por ano.