Evento paralelo à conferência vai apontar 'problemas' do etanol
Publicado em 18/11/2008 16:30
16/11/08 - http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL862897-9356,00.html
Seminário acontece na mesma data de conferência do governo. Evento pretende derrubar 'mito' da sustentabilidade dos biocombustíveis.
Nos dias em que será realizada a Conferência Internacional dos Biocombustíveis, em um hotel de luxo na zona sul de São Paulo, a partir da próxima segunda-feira (17) um evento paralelo está programado para fazer contraponto e questionar o “mito” de sustentabilidade do etanol.
Em meio à crise, evento internacional tenta reabrir debate sobre etanol
Organizado por diversas entidades, movimentos sociais e ambientais do Brasil e do exterior, o Seminário Internacional "Agrocombustíveis como obstáculo à construção da soberania alimentar e energética", acontecerá em um auditório no centro da capital paulista.
Segundo Fátima Mello, uma das organizadoras do evento, um dos objetivos dos debates é mostrar que os problemas energéticos mundiais não podem ser resolvidos com a simples mudança da matriz de petróleo para a agroenergia. “É preciso diversificar fontes",afirma.
"A agroenergia pode funcionar bem dentro de um cenário em que se tem também energia eólica, hídrica, e não essa de produzir etanol à base infinita de monocultivos”, diz.
Para Fátima, além da discussão sobre as fontes energéticas, é preciso debater a necessidade de redução dos padrões de consumo energético atuais. "Se todos os países quiserem ter padrão dos EUA e Europa de consumo, o mundo não aguenta", diz.
Entre as entidades organizadoras do evento estão a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Sem-Terra (MST) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familar (Fetraf).
Em comunicado, a organização do evento afirma que o seminário pretende alertar os participantes do evento oficial e a opinião pública sobre “os graves problemas do etanol".
Entre as principais falhas no modelo agroenergético, os organizadores apontam questões trabalhistas (como trabalho degradante e escravo), ambientais (como desmatamentos, exaustão e contaminações de solos e cursos d’água e poluição atmosférica, grandes monocultivos, etc) e fundiárias (concentração de terras, ocupação de territórios de populações tradicionais, estrangerização das terras).























