UE compra madeira extraída ilegalmente do Brasil, afirma Greenpeace
Publicado em 18/03/2008 16:41
(1´33´´ / 367 Kb) - Cinco ativistas da Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace estão amarrados a um navio que transporta madeira do Brasil para a França. Eles pretendem impedir que a madeira seja descarregada no porto francês de Caen. Com a ação, a Organização denunciou que a carga que será vendida aos países da União Européia (UE) foi extraída de maneira ilegal no município de Santarém, no estado do Pará.
De acordo com a ONG, a UE é a maior importadora de madeira extraída da Amazônia, por isso, os países europeus seriam co-responsáveis pela destruição da mata. O integrante da campanha em defesa da Amazônia do Greenpeace, Márcio Astrini, afirma que a União Européia não tem critérios rígidos para fiscalizar a origem da madeira comprada em outros países. Um relatório divulgado pela ONG nesta semana, revela que quatro empresas exportadoras de madeira para a UE, que atuam em Santarém, são responsáveis por desmatamento e problemas relacionados a devastação de áreas públicas e trabalho escravo.
Além disso, Astrini afirma que o protesto pretende chamar a atenção do governo brasileiro para a importância do Brasil unir-se aos onze países que já aderiam a um plano de ação da comunidade européia. O Plano busca frear a atividade madeireira ilegal. O Greepeace estima que 80% da madeira explorada na região amazônica são produzidas de forma ilegal, e saem dos portos brasileiros “graças às falhas no sistema de controle e monitoramento da produção”.
De Brasília, da Radioagência NP, Gisele Barbieri























