No mundo, 40% dos trabalhadores são mulheres
Publicado em 07/03/2008 15:15
Da redação
Em São Paulo
Em todo o mundo, há quase 67 mulheres (66,9) economicamente ativas para cada cem homens na mesma situação. De todas as pessoas empregadas, 40% são mulheres, e essa realidade não se altera há dez anos. Apesar disso, têm se registrado avanços no número de mulheres que têm acesso a empregos dignos. Esses dados são do relatório "Tendências Mundiais do Emprego das Mulheres", divulgado nesta quinta (6) pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Em números absolutos, é igual a quantidade de mulheres e homens com idade para trabalhar (maiores de 15 anos na maioria dos países): 2,4 bilhões em cada grupo, de acordo com dados de 2007. Mas, desse total, só 1,2 bilhão de mulheres têm emprego (na economia formal e na informal), enquanto 1,8 bilhão de homens está trabalhando.
Ou seja, a proporção de mulheres em idade de trabalhar que têm emprego é de 49,1%. Para os homens, essa relação é de 74,3%. Em relação a 1997, os números caíram levemente, mas a queda for maior no caso masculino: o índice era de 49,5% para as mulheres e 75,7% para os homens.
A publicação da OIT diz, que nos países industrializados, pode-se atribuir a falta de postos ocupados por trabalhadoras à escolha de algumas mulheres em cuidar apenas do lar. Mas, nas regiões menos desenvolvidas no mundo, segundo o relatório, "permanecer à margem da força de trabalho não é uma escolha da maioria das mulheres, mas sim uma situação forçada".
No ano passado, a taxa total de mulheres que buscavam emprego foi de 6,4%, enquanto a masculina chegou a 5,7%. Em 1997, os números eram de 6,5% e 5,8%, respectivamente. Essa lacuna cai, no entanto, entre os jovens de 15 a 24 anos que procuravam um posto. A taxa desemprego das mulheres nessa faixa etária é de 12,5%, entre os jovens, o índice é de 12,2%. Há dez anos, os índices foram de 12,3% para mulheres e 12% para homens.
Subempregos
A proporção de mulheres em trabalho remunerado e assalariado nos últimos dez anos aumentou de 41,8% para 46,4%, e o emprego vulnerável diminuiu de 56,1% a 51,7%.
O chamado emprego vulnerável reúne trabalho por conta própria e o auxílio não-remunerado a um membro da família. Ou seja, é um emprego sem proteção social, direitos fundamentais e possibilidade de se expressar no lugar de trabalho.
Mesmo com o avanço, elas continuam em pior situação que eles. O emprego assalariado masculino cresceu de 44,9% para 47,9%, o vulnerável caiu de 50,7% para 48,7%
A América Latina, entretanto, não seguiu a tendência mundial. Foi a única região no mundo onde o emprego vulnerável cresceu nos últimos dez anos, e em ritmo maior para as mulheres: de 30,1% para 32,7%. Entre os homens, o crescimento foi de 32,1% para 33,5%.
Para a OIT, "o aumento da participação das mulheres na força de trabalho tem um grande potencial como contribuição para o desenvolvimento econômico, mas só será possível aproveitá-lo se seus empregos forem decentes. A maioria das regiões têm um longo caminho pela frente para avançar até a integração econômica das mulheres".
Segundo o relatório, "ainda que não possamos dizer que todas as mulheres queiram trabalhar, se pode afirmar que as mulheres esperam ter a mesma liberdade que os homens para decidir se querem trabalhar. E, se quisessem trabalhar, deveriam ter as mesmas oportunidades de encontrar um trabalho decente".
Em números absolutos, é igual a quantidade de mulheres e homens com idade para trabalhar (maiores de 15 anos na maioria dos países): 2,4 bilhões em cada grupo, de acordo com dados de 2007. Mas, desse total, só 1,2 bilhão de mulheres têm emprego (na economia formal e na informal), enquanto 1,8 bilhão de homens está trabalhando.
Ou seja, a proporção de mulheres em idade de trabalhar que têm emprego é de 49,1%. Para os homens, essa relação é de 74,3%. Em relação a 1997, os números caíram levemente, mas a queda for maior no caso masculino: o índice era de 49,5% para as mulheres e 75,7% para os homens.
A publicação da OIT diz, que nos países industrializados, pode-se atribuir a falta de postos ocupados por trabalhadoras à escolha de algumas mulheres em cuidar apenas do lar. Mas, nas regiões menos desenvolvidas no mundo, segundo o relatório, "permanecer à margem da força de trabalho não é uma escolha da maioria das mulheres, mas sim uma situação forçada".
No ano passado, a taxa total de mulheres que buscavam emprego foi de 6,4%, enquanto a masculina chegou a 5,7%. Em 1997, os números eram de 6,5% e 5,8%, respectivamente. Essa lacuna cai, no entanto, entre os jovens de 15 a 24 anos que procuravam um posto. A taxa desemprego das mulheres nessa faixa etária é de 12,5%, entre os jovens, o índice é de 12,2%. Há dez anos, os índices foram de 12,3% para mulheres e 12% para homens.
Subempregos
A proporção de mulheres em trabalho remunerado e assalariado nos últimos dez anos aumentou de 41,8% para 46,4%, e o emprego vulnerável diminuiu de 56,1% a 51,7%.
O chamado emprego vulnerável reúne trabalho por conta própria e o auxílio não-remunerado a um membro da família. Ou seja, é um emprego sem proteção social, direitos fundamentais e possibilidade de se expressar no lugar de trabalho.
Mesmo com o avanço, elas continuam em pior situação que eles. O emprego assalariado masculino cresceu de 44,9% para 47,9%, o vulnerável caiu de 50,7% para 48,7%
A América Latina, entretanto, não seguiu a tendência mundial. Foi a única região no mundo onde o emprego vulnerável cresceu nos últimos dez anos, e em ritmo maior para as mulheres: de 30,1% para 32,7%. Entre os homens, o crescimento foi de 32,1% para 33,5%.
Para a OIT, "o aumento da participação das mulheres na força de trabalho tem um grande potencial como contribuição para o desenvolvimento econômico, mas só será possível aproveitá-lo se seus empregos forem decentes. A maioria das regiões têm um longo caminho pela frente para avançar até a integração econômica das mulheres".
Segundo o relatório, "ainda que não possamos dizer que todas as mulheres queiram trabalhar, se pode afirmar que as mulheres esperam ter a mesma liberdade que os homens para decidir se querem trabalhar. E, se quisessem trabalhar, deveriam ter as mesmas oportunidades de encontrar um trabalho decente".























