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Economia brasileira cresce 5,4% em 2007, aponta IBGE

Publicado em 12/03/2008 10:33

UOL

Da Redação
Em São Paulo
O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 5,4% em 2007 em relação ao ano anterior, divulgou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado atingiu R$ 2,6 trilhões. A agropecuária foi o setor que mais cresceu.

Em 2006, a alta havia sido de 3,8%. Originalmente, o divulgado foi 3,7%, mas o IBGE revisou o número. Também houve mudança na taxa do PIB em 2005, indo de 2,9% para 3,2% (veja gráfico no fim deste texto).

O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no país num determinado período (saiba como ele é calculado).

O PIB per capita, divisão do PIB total pelo número de pessoas residentes no país, teve um crescimento real de 4% em relação a 2006, alcançando R$ 13.515.

No último trimestre do ano passado, o PIB expandiu-se 6,2% em relação a período equivalente de 2006 e 1,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2007.

Analistas de mercado tinham uma previsão menos otimista para a taxa anual. A última pesquisa Focus do ano passado (levantamento que o Banco Central realiza semanalmente com cerca de cem instituições financeiras sobre os rumos da economia brasileira) mostrava que especialistas previam um crescimento em torno de 5,2% para todo o ano de 2007.

A previsão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de que a economia cresça 5% neste ano. Para analistas de mercado, a estimativa é de 4,5%, segundo o mais recente boletim Focus.

Na semana passada, Mantega garantiu que a economia do país teria crescido acima de 5%, mas afirmou que o número ficaria "entre 5,2% e 5,3%".

Investimento cresce 13%
A chamada formação bruta de capital fixo, dado que indica os investimentos, avançou 13,4%, maior percentual desde que a série começou a ser calculada, em 1996.

O consumo das famílias teve sua quarta alta seguida, desta vez de 6,5%. Os motivos foram, segundo o IBGE, o crescimento de 3,6% da massa salarial real dos trabalhadores e a alta de 28,8% no crédito dos bancos para pessoas físicas. A despesa do consumo da administração pública cresceu 3,1%.

As exportações aumentaram 6,6%, enquanto as importações saltaram 20,7%. Segundo o IBGE, desde 2006 o crescimento das importações é superior ao das exportações.

Agropecuária destaca-se
A agropecuária foi o setor que mais cresceu no ano passado. A atividade expandiu-se 5,3%, enquanto a indústria teve uma elevação de 4,9%, e os serviços, de 4,7%.

O bom desempenho na zona rural foi puxado pela produção de trigo (que aumentou 62,3%), algodão herbáceo (33,5%), milho em grão (20,9%), cana (13,2%) e soja (11,1%). Tiveram queda os setores de café em grão (recuo de 16,7%), arroz em casca (de 3,7%) e feijão (de 4,4%).

Na indústria, destacaram-se os segmentos de transformação (alta de 5,1%), de construção civil (5%) e de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (também 5%). A indústria extrativa registrou elevação de 3%.

Entre os serviços, o grupo de intermediação financeira e seguros avançou 13%. Também tiveram alta expressiva os segmentos de serviços de informação (8%) e comércio (7,6%).




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