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Campanha quer mobilização de homens para fim da violência contra a mulher

Publicado em 12/03/2008 10:47

Luciana Melo
Da Agência Brasil

Brasília - Como parte das comemorações ao Dia Internacional da Mulher, foi lançada ontem (11), em Brasília, a edição deste ano da Campanha do Laço Branco.

O objetivo é conscientizar, principalmente os homens, sobre a questão da violência contra a mulher. Realizada há 9 anos em todo o mundo, a campanha já chegou a 58 países. 

Com o slogan Homens por uma Cultura Sem Violência Contra a Mulher, a Campanha do Laço Branco é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura do DF, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e as organizações não-governamentais (ONGs) Instituto Papai e Promundo.

De acordo com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, que participou do lançamento, “quando a gente trabalha a questão da violência contra a mulher, temos que pensar que não basta trabalharmos apenas com as mulheres e para as mulheres, para erradicarmos a violência é preciso trabalhar com os homens. Para que eles compreendam que uma sociedade mais justa, mais igualitária é uma sociedade melhor para que todos possam conviver”.

Alana Armitage, representante do UNFPA, afirmou que o mais importante da campanha é a participação e conscientização dos homens. “Todos estão aqui para mobilizar os homens pelo fim da violência contra as mulheres”, afirmou Alana.

O coordenador da ONG Instituto Papai, Benedito Medrado, disse que o objetivo da campanha é mostrar que esse tipo de violência não é apenas contra a mulher e sim contra a sociedade. Ele afirma que é preciso conscientizar que o “silêncio é cúmplice da violência”.

“A violência contra a mulher tem como base o machismo e o machismo efetivamente não tem gerado nada de positivo para a vida dos homens. Se observarmos, os homens têm morrido em função daquilo que o machismo prega que é a violência. Masculinidade não tem nada a ver com violência, assim como feminilidade não tem absolutamente nada a ver com fragilidade ou submissão”, afirmou Medrado.

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