Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Ferramentas Pessoais
Seções
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2008 Junho PIB, inflação e juros
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2008 Junho PIB, inflação e juros

PIB, inflação e juros

Publicado em 12/06/2008 10:07

Blog Luís Nassif

Divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) os dados sobre o PIB (Produto Interno Bruto) permitem algumas leituras mais rápidas:

1. Depois de um final de ano mais aquecido, houve um acomodamento no crescimento do PIB. No quarto trimestre, com o consumo bastante aquecido, o PIB cresceu 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No último trimestre, o crescimento se acomodou em 5,8%. Em relação ao trimestre anterior, a série (com ajuste sazonal) mostrou uma desaceleração de 1,6% para 0,8% de crescimento.

2. Ponto relevante foi o consumo das famílias. No último trimestre do ano passado, houve crescimento de 3,4% em relação ao trimestre anterior. Agora, o crescimento caiu para 0,3%. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o consumo das famílias saiu de 8,6% de alta para 6,6% - também demonstrando uma desaceleração no crescimento.

3. Na ponta do investimento, a FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) manteve-se elevada, caindo de 16% na variação anual do último trimestre para 15,2%, muito acima do aumento do consumo das famílias. Foi o 16o aumento consecutivo, puxado pelo desempenho da Construção Civil (que vem crescendo desde o terceiro trimestre de 2004) e pela importação de máquinas e equipamentos, estimulada pela apreciação do real.

4. Do lado do governo, houve um aumento excessivo do consumo, saltando de 2,2% de crescimento (em relação ao ano anterior) para 5,8%. Mas aí está ocorrendo uma antecipação de gastos, antes que se entre no período eleitoral.

5. Em relação às exportações, a contribuição ao PIB foi negativa, com queda de 2,1%. Também devem ser levadas em conta aspectos pontuais, como a greve dos auditores fiscais da Receita.

6. Mesmo com greve, do ponto de vistas das importações, o crescimento continua explosivo. Baixou de 23,4% para ainda elevados 18,9% no último trimestre (em relação ao mesmo período do ano passado).

***

Os dados gerais mostram uma expansão não explosiva do consumo, concentrada principalmente em produtos financiáveis – bens de consumo, habitação.

O ponto central de discussão é outro. As metas de inflação foram criadas para períodos de normalidade. E há uma faixa, acima ou abaixo da meta, para abrigar choques de oferta ou de demanda. O controle sobre a inflação se dá através da taxa de juros – que teoricamente controlariam o nível de atividade econômica.

Quando se tem um choque de preços agrícolas em escala global, obviamente as taxas de juros não irão influir nos preços dos alimentos. E se a avaliação é de uma mudança estrutural nos preços, o mais prudente é permitir essa acomodação dos preços. Em um primeiro momento, os preços de alimentos mudam de patamar. Depois, se estabilizam em um novo patamar.

A questão é quando o BC tenta compensar atuando fortemente sobre a demanda.

Nesse caso, o choque é muito mais profundo, as taxas têm que ser muito mais elevadas, com todas as contra-indicações – de aumento no peso da dívida pública e na apreciação do câmbio.

Ações do documento

Comentários (0)

Apoio Institucional
  • apoio20.png
  • apoio19.png
  • apoio18.png
  • apoio17.png
  • apoio15.png
  • apoio14.png
  • apoio13.png
  • apoio12.png
  • apoio11.png
  • apoio10.png
  • apoio9.png
  • apoio8.png
  • apoio7.png
  • apoio6.png
  • apoio5.png
  • apoio4.png
  • apoio3.png
  • apoio2.png
  • apoio1.png