Rio Grande do Sul lidera queda da produção da indústria em maio
Publicado em 04/07/2008 10:25
Produção industrial recuou em oito dos 14 locais pesquisados pelo IBGE.
Frente a maio de 2007, taxas de crescimento desaceleraram na maioria dos locais.
A produção industrial recuou, na passagem de abril para maio, em oito dos 14 locais investigados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O maior recuo foi verificado no Rio Grande do Sul, onde a produção ficou 4,2% menor na comparação entre os dois meses.
Recuos acentuados também foram verificados em Santa Catarina, de 3,1%; Ceará (2,2%) e Goiás (2,1%). Com taxas negativas superiores à média nacional, de 0,5%, também aparecem Pernambuco (1,5%) e Nordeste (0,8%). Já São Paulo e Amazonas tiveram percentuais de queda menores, de 0,3% e 0,2%, respectivamente.
Na ponta contrária, o Paraná liderou a expansão da produção na passagem de abril para maio, com alta de 4,3%, seguido pelo Rio de Janeiro (2,4%) e Espírito Santo (2,2%). Também foram verificadas altas no Pará (2,1%), Bahia (1,0%) e Minas Gerais (0,8%).

Já na comparação entre maio e o mesmo mês do ano anterior, nove dos 14 locais pesquisados mostraram crescimento. O IBGE destaca, no entanto, que houve desaceleração das taxas em dez regiões entre abril e maio. Essa perda de ritmo também foi apontada pelo índice nacional, que registrou crescimento de 10,0% em abril e 2,4% em maio.
A desaceleração na atividade produtiva foi mais intensa em Santa Catarina (de 9,9% para -5,7%), Ceará (de 6,6% para -7,5%), Rio Grande do Sul (de 7,5% para -4,7%), Goiás (de 15,8% para 5,3%), Nordeste (de 9,6% para 1,0%) e São Paulo (14,9% para 6,6%). O Paraná, que saiu de 10,0% em abril para 14,0% em maio, foi o destaque entre os quatros locais que ganharam ritmo.
O indicador acumulado nos cinco primeiros meses do ano foi marcado por um perfil generalizado de expansão em todos os locais pesquisados. Com aumentos superiores aos 6,2% registrados no total do país, situaram-se Espírito Santo (17,1%), Paraná (11,0%), Goiás (10,0%), São Paulo (9,7%), Pernambuco (8,4%), Amazonas (8,3%) e Minas Gerais (6,7%).























