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Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2008 Fevereiro Jovens sul-americanos querem escolas mais atrativas e com horários flexíveis
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Jovens sul-americanos querem escolas mais atrativas e com horários flexíveis

Publicado em 18/02/2008 17:58

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A necessidade de trabalhar para ajudar nas despesas de casa e para custear os estudos é uma realidade que se impõe para parte dos jovens sul-americanos que, diante desse fato, pedem uma escola com horários mais flexíveis e que permita a conciliação entre o trabalho e o estudo.

Para a integrante do Coletivo de Jovens Feministas de São Paulo, Ana Adeve, "as escolas não são flexíveis" a essa necessidade da juventude.

Outra necessidade que precisa ser analisada, segundo ela, é a conciliação entre estudo e maternidade. "Acredito que uma das coisas é melhorar o acesso à educação e ter cursos alternativos, horários diferentes e que possam garantir que a jovem possa colocar seu filho em uma creche próxima."

O caminho, segundo ela, é que as políticas de juventude sejam mais integradas para abranger os vários aspectos da realidade dos jovens.

Para Fabrício Moura, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a escola é pouco atrativa para os jovens por estar distante da realidade e não preparar para os desafios do mercado de trabalho. "É preciso dar atividades sociais, culturais e ensinar o conceito de vida que ele [o jovem] tem que ter para que quando sair da escola não tenha a ilusão de que tudo vai se resolver e ele não vai enfrentar dificuldades no mercado de trabalho."

De acordo com a pesquisa Juventude e Integração Sul-Americana, apresentada hoje (18), os jovens da América do Sul querem educação de qualidade e preparação para o mercado de trabalho. De acordo com a antropóloga e consultora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Regina Novaes, a demanda desses jovens é de uma escola que "caiba na vida".

"Não basta falar em número de vagas, os jovens querem uma educação de qualidade, o que passa por acesso às tecnologias e pensar uma educação que tenha a ver com o mundo do trabalho e com flexibilidade para adeqüar o currículo a esse mundo", afirmou a especialista.

A pesquisa foi realizada com cerca de 960 jovens de diferentes realidades sociais do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. As seis principais demandas encontradas, em ordem de relevância, são: educação, trabalho, transporte, cultura, segurança e ecologia.

A coordenação do estudo foi do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) em conjunto com o Instituto de Estudos Formação e Assessoria em Políticas Sociais (Pólis).

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