Estudo faz balanço entre origem social e discriminação racial no acesso à educação
Publicado em 28/02/2008 15:15
(1’40’’ / 395 Kb) - A desigualdade de acesso à educação entre negros e brancos no Brasil está relacionada mais à origem social e ao fator renda, do que à discriminação racial. O estudo elaborado pelo Centro de Internacional de Pobreza, fala sobre a desigualdade socioeconômica entre os grupos raciais no Brasil e, apesar de aliviar a influência do preconceito no sucesso educacional do aluno, reconhece o peso deste fator.
A pesquisa utilizou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e acompanhou o acesso da população à educação entre os anos de 1982 a 2005.
De acordo com o estudo, a probabilidade de uma criança estar alfabetizada cresce quando a educação do responsável pela família e a renda da casa são maiores, independentemente da raça do aluno. A região do país onde o aluno está situado também influencia.
O estudo não se foca no fator preconceito, mas não deixa de assumir que a população negra é a mais prejudicada. De acordo com o autor da pesquisa, o economista Rafael Guerreiro Osório, os dados mostram como o Brasil é um país com baixa mobilidade social.
Isso explica a manutenção dos negros entre os segmentos de renda mais baixos da sociedade e a perpetuação de uma desigualdade racial que se dá – entre outros fatores, pelo não acesso dos negros à educação de qualidade.
De acordo o IBGE, 50% da população negra possui no máximo seis anos de estudo.
De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.























