Comissão conclui votação do Orçamento 2008; parlamentares tiram dinheiro do Rodoanel
Publicado em 28/02/2008 17:16
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Comissão Mista de Orçamento do Congresso concluiu nesta quinta-feira a votação da proposta orçamentária de 2008 com a rejeição de 474 destaques ao texto principal. Os parlamentares fizeram a rejeição em bloco para agilizar a aprovação do texto, mas num descuido acabaram aprovando destaque do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), que retirou R$ 224 milhões dos recursos destinados às obras do Rodoanel, em São Paulo.
O destaque acabou aprovado inclusive com o apoio de deputados tucanos de São Paulo que, no momento da votação, não perceberam que em pauta estavam os recursos para o Rodoanel. Depois de perceberem a falha, os parlamentares fecharam um acordo para que o destaque seja reapresentado durante a votação do Orçamento no plenário do Congresso.
"Retirar esse montante do Rodoanel inviabiliza as obras, sem dúvida nenhuma. Mas isso será corrigido no plenário", disse o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).
O relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), disse que vai trabalhar para que os recursos de R$ 264 milhões destinados ao Rodoanel sejam repostos na votação em plenário. "Esta Casa é de acordos, será feito um destaque para repor a perda. Eu estou aqui há mais de 14 anos, tive matérias mais complicadas para resolver", disse Pimentel.
No texto final do Orçamento, os deputados mantiveram cerca de R$ 40 milhões para a construção de mais dois prédios anexos à Câmara --mesmo valor que acabou destinado às obras do Rodoanel. Os deputados rejeitaram, porém, quatro destaques apresentados por Queiroz que retiram R$ 65 milhões de obras em prédios de tribunais de Brasília.
Plenário
Com a aprovação do texto na comissão, o Orçamento segue agora para votação no plenário do Congresso. A expectativa é que o presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN), convoque sessão plenária para a próxima quinta-feira com o único objetivo de votar o texto final.
O governo federal corre contra o tempo para garantir a aprovação da matéria, já que vai iniciar março sem recursos orçamentários. A derrota da prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), no ano passado, obrigou o governo a refazer as contas para colocar em votação a proposta orçamentária.























