Massacre de Eldorado faz 12 anos e Movimento Sem-Terra amplia ações
Publicado em 17/04/2008 10:46
O Movimento dos Sem-Terra (MST) promete manter nesta quinta-feira, data em que se completam 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás (PA), a pressão para conquistar avanços no assentamento de 150 mil famílias acampadas pelo País e investimentos públicos na produção agrícola e em habitação para os já assentados. Na quarta-feira, os sem-terra ampliaram seu protesto em 16 Estados em luta pela reforma agrária.
Em reunião com o Ministério das Cidades, o governo sinalizou que vai resolver, no curto prazo, a reivindicação da construção de 31 mil casas no campo para pequenos agricultores. O pedido de criação de programa de crédito ficou pendente e pode ser discutido até junho.
“Para nós, a reunião foi positiva. Na próxima semana, voltaremos a nos reunir com o ministro e ainda amanhã (hoje) teremos reunião com a direção da CEF para discutir a questão das casas”, disse José Batista de Oliveira, da coordenação do MST. Segundo o movimento, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é insuficiente e atende só 15% das famílias de pequenos agricultores.
Na quarta-feira, o MST realizou uma série de protestos em 16 Estados e no Distrito Federal. Foram realizadas manifestações no Maranhão, Rio Grande do Norte, Brasília, no Rio Grande do Sul, no Espírito Santo, em Santa Catarina, no Paraná, em Pernambuco, em Sergipe, em São Paulo, em Alagoas, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, na Bahia e Pará.AE 
'Precisamos de verbas específicas para a criação de assentamentos e para produzir comida suficiente para alimentar a população', disse a coordenadora nacional do movimento, Marina dos Santos, na nota entregue à imprensa.
A chamada jornada de lutas pela reforma agrária 'denuncia a lentidão da reforma agrária, os efeitos negativos do agronegócio e apresenta propostas para reverter a situação', afirmou o movimento em comunicado.
Segundo o MST, que denuncia que a reforma agrária está parada e que o governo privilegia o agronegócio, o Brasil precisa de um novo modelo agrícola, que priorize os pobres e a agricultura familiar voltada ao mercado interno.























