Taxa de fecundidade é a mais baixa já registrada no país, segundo IBGE
Publicado em 27/11/2006 16:53
Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que o país está envelhecendo. A taxa de fecundidade da população em 2006, de dois nascimentos por mulher, é a menor já registrada pelo IBGE, caindo ao nível do limite da reposição. Assim como o número de filhos e a parcela mais jovem da população apresentaram queda, a faixa de pessoas com 60 anos ou mais cresceu em todas as regiões.
| CADA VEZ MENOS FILHOS Taxa de fecundidade diminui a cada ano, segundo o IBGE |
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VEJA ESPECIAL PNAD 2006 |
A tendência de queda no número de filhos vem sendo observada desde a década de 1960, com a introdução de novos métodos contraceptivos. Na época, a taxa de fecundidade era de 6,3 nascimentos por mulher, pouco acima do registrado nas duas décadas anteriores. Já em 1970, a taxa de fecundidade no país caiu para 5,8 filhos por mulher e, dez anos depois, para 4,4. Em 1991 e 2000, as taxas foram de 2,9 e 2,3, respectivamente.
Mais idosos e menos jovens
A população jovem, com até 25 anos, vem caindo continuamente no país. No período de 1981 a 2006, a proporção baixou de 58,2 para 44,3% do total.
A faixa de crianças com até 9 anos no país continua maior que a de indivíduos com mais de 40 anos na maior parte do país, com exceção da Região Norte. A diferença mais acentuada entre as faixas etárias foi verificada nas Regiões Sul e Sudeste. Nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, a proporção de crianças de 0 a 9 anos foi de 14,7%, enquanto a de adultos acima dos 40 anos foi de 35,8%, uma diferença que ultrapassou 20 pontos percentuais.
| VIDA MAIS LONGA | ||||||||||||
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A proporção de pessoas com 60 anos ou mais no país apresentou ligeiro aumento de 9,9%, em 2005, para 10,2%, em 2006. O Rio de Janeiro é o estado com maior percentual de pessoas nessa faixa etária (14,1%). Outro estado que se destacou foi o Rio Grande do Sul, com uma proporção de 12,4%. O menor índice, de 4,3%, foi registrado em Roraima.
Elas vivem mais
Ainda segundo o IBGE, nascem mais homens no país, mas são as mulheres que vivem mais. A Região Sudeste é a que possui mais mulheres com 60 anos ou mais (57,2%), seguida da Região Sul (55,9%), Nordeste (55,2%), Centro-Oeste (52,5%) e Norte (51,5%).
Dados como a expectativa de vida do brasileiro, assim como as taxas de fecundidade divididas por região, vão ser divulgados pelo IBGE no próximo dia 28, na Síntese de Indicadores Sociais relativa a 2006, que incluem resultados da Pnad somados a outros levantamentos.
























