Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Ferramentas Pessoais
Seções
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2007 Setembro Encarecimento dos alimentos faz custo de vida subir mais para menor renda
Você está aqui: Página Inicial Notícias Notícias Gerais 2007 Setembro Encarecimento dos alimentos faz custo de vida subir mais para menor renda

Encarecimento dos alimentos faz custo de vida subir mais para menor renda

Publicado em 27/11/2006 16:53

UOL

UOL

SÃO PAULO - O Índice de Custo de Vida (ICV), que registrou inflação de 0,40% em agosto, subiu para os três estratos de renda analisados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), conforme revela o levantamento divulgado nesta quarta-feira (06). Foram os mais pobres que sentiram mais o peso dessa alta, puxada pelos gastos com alimentos.

Variação por renda
Para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios em que a renda é de R$ 377,49 ao mês, em média), o ICV registrou variação de 0,61% no oitavo mês do ano. Em julho, o índice havia sido negativo em 0,28%.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços subiram 0,52% em agosto, frente à queda de 0,32% do sétimo mês.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida registrou a menor alta de todas, de 0,29%, ante queda de igual 0,29% no estudo anterior.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que as altas recentes dos preços de alimentos não mudarão a política econômica do governo. A opção do ministro para conter a alta tende a ser uma abertura maior para entrada de alimentos vindos do exterior, o que aumentaria a concorrência com a produção interna. Na segunda-feira 3, ele declarou que aumentos abusivos de preços serão coibidos com, por exemplo, redução de alíquotas de importação
POLÍTICA MONETÁRIA NÃO MUDARÁ, DIZ MANTEGA

Principais variações
No oitavo mês do ano, os grupos alimentação (1,22%) e transportes (-0,57%) tiveram variações distintas para os três estratos.

O peso da comida no bolso do consumidor de baixa renda, pertentencente ao estrato 1, representa 34,8% de seus gastos, enquanto que famílias de maior poder aquisitivo (estrato 3) despendem 22%. No caso do transporte individual, o comportamento é inverso, de 3,5% e 14,9%, respectivamente.

Dessa maneira, de acordo com o Dieese, os impactos dos aumentos dos alimentos resultaram em maior contribuição na inflação do estrato 1 (0,50 pp), seguido do 2º estrato (0,46 pp) e com menor efeito no 3º estrato (0,21 pp).

Já a queda no transporte beneficiou mais as famílias do estrato 3, com contribuição no cálculo de sua taxa de -0,12 pp. A baixa nas taxas dos demais estratos foram menores: -0,03 pp. no estrato 1 e -0,09 pp. no estrato 2.

Acumulados
De janeiro a agosto, o ICV geral aponta alta de 2,72%, sendo que o estrato 3 é o mais atingido, com 2,84%. Nos demais estratos, o índice de custo de vida obteve patamares semelhantes: 2,68% para o estrato 1 e 2,50% para o estrato 2.

Em 12 meses, quando o acumulado aponta inflação de 4,41%, o impacto foi bem maior para as famílias mais pobres: 5,42%. Já para o estrato 2 o ICV registrou alta de 4,73%, e para o estrato 3, de 4,05%.

Ações do documento

Comentários (0)

Apoio Institucional
  • apoio20.png
  • apoio19.png
  • apoio18.png
  • apoio17.png
  • apoio15.png
  • apoio14.png
  • apoio13.png
  • apoio12.png
  • apoio11.png
  • apoio10.png
  • apoio9.png
  • apoio8.png
  • apoio7.png
  • apoio6.png
  • apoio5.png
  • apoio4.png
  • apoio3.png
  • apoio2.png
  • apoio1.png