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Mercadante diz que Renan não pode voltar

Publicado em 27/11/2006 16:53

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IG/Último Segundo

O senador Aloízio Mercadante (PT-SP), ex-líder do governo no Senado, afirmou em nota distribuída na manhã desta sexta-feira que “o senador Renan Calheiros perdeu as condições de voltar a presidir o Senado e o futuro de seu mandato depende da consistência das acusações e da capacidade de defesa que ele venha a apresentar até o julgamento das representações, o que deverá ocorrer até 2 de novembro”.

 

Fora de Brasília, Mercadante distribuiu a nota por intermédio de sua assessoria esclarecendo que, por estar em viagem, na quinta-feira, não participou da negociação que levou ao afastamento do senador Renan Calheiros da presidência do Senado.

“Este afastamento não resolve a grave crise do Senado e não altera o processo de julgamento das quatro denúncias referentes à quebra de decoro parlamentar que estão no Conselho de Ética, ainda que evite a interferência direta do senador Renan Calheiros, na condição de presidente da Casa, como vinha ocorrendo até então”.

Mercadante foi um dos primeiros senadores da base de apoio ao governo a pedir o afastamento de Renan. Ele protagonizou um bate-boca com o presidente do Senado, na tumultuada sessão de terça-feira passada, que selou o destino de Renan, diante da manifestação contrária a ele por parte da maioria da Casa.

Mercadante afirmou que Renan tinha perdido o apoio da bancada petista e cobrou do presidente cumprimento de um acordo tácito que teria sido feito entre eles antes da votação pela cassação do mandato de Renan. Ele nega que tenha articulado o afastamento de Renan em troca da absolvição em plenário, mas admite que seu voto de abstenção, que ajudou na absolvição, teria como contrapartida o afastamento que não se concretizou.

Na discussão entre eles, na terça-feira, Renan ironizou afirmando que se “abstinha” de debater com Mercadante, virou-lhe as costas e deixou a Mesa do Senado. Em seguida, voltou e se desculpou para, logo em seguida, entrar em discussão com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a quem Renan teria encomendado ao seu assessor, o ex-senador Francisco Escórcio, que espionasse em Goiânia em busca de algo comprometedor.

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