Lula ordena medidas para acelerar integração sul-americana
Publicado em 27/11/2006 16:53
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou na quinta-feira medidas mais rápidas para a integração comercial e econômica da América do Sul, na tentativa de reforçar a já marcante influência brasileira na região.
Lula passou grande parte do dia reunido com dez ministros e embaixadores do Brasil em países sul-americanos para identificar ações de integração prometidas às nações vizinhas, mas ainda não concretizadas.
Participaram do encontro também os presidentes de estatais como Petrobras e BNDES.
O chanceler Celso Amorim disse ao final da reunião que será criado "um comitê gestor de ações de política externa" para acompanhar a evolução de projetos regionais ou bilaterais em implementação.
Decidiu-se, entre outras coisas, a reabertura da representação do Banco do Brasil em Montevidéu, fechada há alguns anos, e a rápida liberação de 45 milhões de dólares para o chamado Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM), segundo Amorim.
O objetivo do FOCEM é promover o desenvolvimento de projetos produtivos no Uruguai e no Paraguai, os menores sócios do bloco.
Lula declara a integração sul-americana como prioridade do seu governo, mas vários projetos anunciados, como obras de infra-estrutura ou empréstimos, ainda não foram concretizados, principalmente devido a entraves burocráticos.
Amorim informou que se decidiu acelerar também uma licitação para a construção de uma ponte sobre o rio Jaguarão, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.
O chanceler disse que os financiamentos oferecidos pelo Brasil aos países vizinhos "foram perdendo competitividade" e disse que o BNDES está disposto a melhorar suas condições e desembolsar recursos para obras pendentes, como um eixo de transporte que una o Brasil ao Peru e ao Equador.
Entre outros projetos que exigem maior rapidez Amorim citou os trabalhos de cooperação agrícola e industrial com a Venezuela e de energia com o Chile.























