Reforma Política deverá ser votada até o final de maio
Publicado em 27/11/2006 16:53
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou, após reunião de
líderes realizada nesta terça-feira, que há um compromisso coletivo
para que a reforma política
seja votada até o final de maio. Ele informou que será renumerado o
substitutivo ao Projeto de Lei 2679/03, da comissão especial que
analisou o tema na legislatura
passada, para que tramite como um novo projeto. Com isso, explicou
Chinaglia, abre-se a possibilidade de ouvir a sociedade e os novos
deputados sobre a proposta.
Para garantir a votação no prazo estabelecido, ficou acertado que o projeto tramitará em regime de urgência urgentíssima.
Grupo de trabalho
Chinaglia
enfatizou que está sendo feito um esforço para se chegar a um acordo em
torno da matéria, de modo a evitar manobras legítimas que adiem sua
votação. Também na reunião desta terça, foi definido que será criado um
grupo temático para discutir a reforma, com integrantes indicados pelos
líderes. A coordenação dos trabalhos caberá aos deputados Rubens Otoni
(PT-GO) e Ronaldo Caiado (PFL-GO), que foram os últimos relatores da
matéria. Os líderes decidiram ainda promover um novo debate público
sobre o tema. Uma das idéias é a realização de uma comissão geral.
O
presidente da Câmara lembrou que a proposta que será renumerada se
restringe a mudanças infraconstitucionais, de tramitação mais rápida do
que emendas constitucionais. Ele assinalou que ainda podem surgir
propostas de alteração na Constituição, mas defendeu que a reforma não
fique condicionada à demora no trâmite desse tipo de proposição.
"Pretendemos até o final de maio fazer a reforma possível. Ninguém
acredita que uma única proposta dê conta de todo o tema", observou. Ele
assinalou, no entanto, que, se forem aprovadas medidas como o financiamento público de campanha e a lista fechada de candidatos, entre outras, será uma "verdadeira revolução".
Nepotismo
Quanto
à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 334/96, que acaba com o
nepotismo nos três Poderes, Chinaglia afirmou que a idéia é votá-la até
o final do mês. Ele explicou que a assessoria da Presidência da Câmara
identificou imperfeições redacionais e conceituais no projeto e que não
seria prudente votá-lo agora.
Ao falar de pontos da proposta
que têm sido questionados, o presidente citou como exemplo o
impedimento para contratação de parentes de autoridades, inclusive por
empresas terceirizadas, no prazo de até três anos após o fim do mandato
ou saída do cargo. "Isso não é a essência do que anseia a sociedade",
avaliou.
Na reunião, foi decidido que os deputados Arnaldo Faria
de Sá (PTB-SP) e Manato (PDT-ES) ficarão encarregados de recolher
sugestões com os líderes e as bancadas para aperfeiçoar a proposta.
Chinaglia disse que não será necessariamente apresentado novo projeto.
Uma possibilidade, segundo ele, é a apresentação de uma emenda aglutinativa.
Voto aberto
Segundo
Chinaglia, também ficou acertado que a votação em segundo turno da
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 349/01, que institui o voto
aberto em todas as deliberações da Câmara, do Senado, das assembléias
legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e das câmaras
municipais, ocorrerá na próxima terça-feira (13).
CPI do Apagão Aéreo
O
presidente da Câmara espera anunciar ainda nesta terça a decisão sobre
a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo.
Ele aguarda apenas uma avaliação de sua assessoria sobre a legalidade
do "fato determinado" previsto no requerimento para a criação da
comissão. Um dos requisitos da criação de CPIs é haver um fato
determinado para a investigação. De acordo com o líder do PSDB, Antonio
Carlos Pannunzio (SP), não há nenhuma dúvida quanto ao cumprimento
desse requisito. "O fato determinado é de domínio público. A própria
opinião pública fala mais alto", disse após a reunião.
Conselho de Ética
Em relação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar,
Chinaglia anunciou que o órgão será instalado nesta quinta-feira (8). O
início dos trabalhos aguarda apenas a definição dos integrantes. A
instalação e a eleição do presidente do conselho estavam marcadas para
a semana passada, mas a maioria dos partidos ainda não havia indicado
os nomes. O prazo, então, foi estendido até esta quarta-feira (7).























