PMDB fica com 5 pastas na Esplanada; Marta deve assumir Turismo
Publicado em 27/11/2006 16:53
O deputado federal e presidente do PMDB, Michel Temer (SP), saiu da reunião com o presidente Lula anunciando a conquista da pasta de Agricultura. Peemedebistas comandarão ainda Comunicações, Saúde, Minas e Energia e Integração Nacional.
Nelson Breve - Carta Maior
BRASÍLIA
- O PMDB, principal aliado do PT do presidente Lula na coalizão de
partidos que apóiam o governo, garantiu, nas negociações finais da
reforma ministerial (leia matéria), uma pasta a mais para acomodar um "segundo" representante da maior bancada da Câmara Federal.
Na
saída de reunião com Lula no Palácio do Planalto, o presidente da
legenda, deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), deu declarações à
imprensa praticamente confirmando o nome de Odílio Balbinotti (PMDB-PR)
para o Ministério da Agricultura. Com o acerto, encerra-se a disputa em
torno da "segunda pasta" reclamada pelos deputados peemedebistas, que
saíram vencedores da contenda interna com a reeleição de Temer no
último domingo (veja matéria).
O outro posto reservado à bancada no primeiro escalão será de Geddel
Vieira Lima (PMDB-BA), na Integração Nacional. Hélio Costa
(Comunicações) e Silas Rondeau (Minas e Energia) serão mantidos, em
atendimento ao grupo peemedebista encabeçado pelos senadores Renan
Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP).
De acordo com
Temer, Balbinotti foi o escolhido de uma lista com cinco nomes que
havia sido apresentada ao ministro das Relações Institucionais, Tarso
Genro, oficialmente anunciado como novo ministro da Justiça, em
substituição a Márcio Thomaz Bastos, na última terça-feira (13). O
congressista do Paraná desbancou Waldemir Moka (PMDB-MS), o ex-ministro
das Comunicações, Eunício Oliveira (PMDB-CE), Tadeu Filipelli
(PMDB-DF), ligado ao senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), e Fernando Diniz
(PMDB-MG), presidente da sigla nas Alterosas.
Maior produtor de
sementes de soja do país, Balbinotti, da cidade de Maringá, já foi
filiado ao PSDB, denunciou o esquema dos "pianistas" - que quase levou
a cassação dos deputados José Borba (que era do PTB e depois veio a
renunciar, já no PMDB, por envolvimento no caso do chamado "mensalão")
e Valdomiro Meger (PFL-PR) em 1998 - e mantém proximidade tanto com o
governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB) quanto com o governador do
Mato Grosso, Blairo Maggi, filiado recentemente ao PR (confira matéria). Balbinotti deve ser recebido por Lula, nesta quinta-feira (15), antes da reunião do Conselho Político.
José
Gomes Temporão deve mesmo assumir a pasta da Saúde. O líder do PMDB na
Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), quetambém participou da
reunião com o presidente Lula, disse que o fato de Temporão não ter
sido indicado pelos deputados não será um empecilho para o trabalho do
médico sanitarista. Ele anunciou que a bancada do PMDB está
comprometida em dar todo apoio ao novo ministro da Saúde.
Marta no Turismo
A
ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, do PT, também deve ser
confirmada como ministra do Turismo. Marta está bem próxima de ocupar a
vaga deixada por Walfrido Mares Guia, do PTB, que tem grandes chances
de ser transferido para o comando do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio no lugar do empresário Luiz Fernando Furlan, mais
um que não continuará neste segundo mandato do presidente Lula
Mares
Guia estava sendo cotado para assumir a pasta das Relações
Institucionais, cargo que era de Tarso Genro. Dois potenciais
candidatos petistas já estão sendo cogitados para o posto que era de
Genro: o ex-governador do Acre, Jorge Viana, e o ex-líder do PT na
Câmara Federal, Henrique Fontana (PT-RS).
Outra novidade do
segundo governo que pode ser sacramentada já nesta próxima sexta-feira
(16), quando o presidente provavelmente nomeará todos os ministros já
confirmados, é a nomeação do presidente do PDT, Carlos Lupi, para o
Ministério da Previdência.























