Educação poderá ter indicador de qualidade para que municípios problemáticos recebam recursos adicionais
Publicado em 27/11/2006 16:53
Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação,
apresentado hoje para educadores em reunião no Palácio do Planalto,
prevê a criação de um novo indicador para medir a qualidade do ensino
no país, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que compreende
uma escala de 1 a 10.
De acordo com a exposição realizada
pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, o índice vai combinar as
notas do exame Prova Brasil e o rendimento escolar. Com base nesses
indicadores, o Ministério da Educação vai selecionar municípios que
deverão receber recursos adicionais da União para investimento no
sistema de ensino, além dos repasses do Fundeb.
Segundo
Haddad, a idéia é “dar atenção especial aos municípios que tenham
indicador baixo”. Esses municípios poderão receber transferências
voluntárias da União ou apoio técnico para melhorar a qualidade do
ensino. O ministro lembrou que, em muitas localidades, o baixo
desempenho na área de educação não está relacionado a problemas
financeiros, mas sim de gestão. Para isso, haverá esse apoio técnico.
“Do nosso ponto de vista, haverá uma melhora se a União ajudar esses
municípios a estruturar o seu sistema”, disse Haddad.
O
ministro explicou que a intenção inicial é começar a atender a partir
deste ano mil municípios em situação mais dramática, que apresentam
indicadores muito baixos. De acordo com Haddad, também serão definidas
metas para os sistemas educacionais municipais e estaduais, além de uma
meta nacional, que está sendo definida pelos técnicos do governo.
Para
Haddad, será uma meta que colocará o Brasil entre as nações
desenvolvidas do ponto de vista educacional. O governo pretende, ainda,
basear-se no Compromisso Todos pela Educação,
pacto com a sociedade civil lançado em 2006. A idéia é contar com
adesão voluntária dos estados e municípios. A expectativa do governo é
lançar oficialmente o conjunto das propostas para a educação até o
final de abril.
O Compromisso Todos pela Educação estabelece cinco metas até 2022: toda criança e adolescente entre 4 e 17 anos de idade deve estar na escola; toda criança até 8 anos de idade deve saber ler e escrever; todos os alunos devem completar o ensino fundamental e médio; todos os alunos devem ter acesso a uma educação de qualidade; a educação deve ter a garantia dos recursos necessários para que se cumpram as metas de acesso, permanência e sucesso escolar.























