Comércio entre Brasil e EUA atinge em 2006 recorde histórico de US$ 39,12 bilhões
Publicado em 27/11/2006 16:53
Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Em 2006, o intercâmbio comercial entre Brasil e Estados Unidos alcançou
o recorde histórico de US$ 39,12 bilhões – 17,41% da balança comercial
brasileira -, com saldo positivo de US$ 9,74 bilhões para o Brasil. As
exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 8,72% no ano
passado,
totalizando US$ 24,43 bilhões. As importações aumentaram 15,99% e
alcançaram
US$ 14,69 bilhões. O Brasil será o primeiro destino da visita que o presidente norte-americano George W. Bush fará à América Latina.
Apesar do resultado recorde, a
participação norte-americana no total de exportações e de importações
brasileiras manteve a tendência de queda registrada desde 2003. Até
então, a fatia dos Estados Unidos na balança comercial
brasileira oscilava para cima e para baixo, embora sempre bem fosse superior a dos
demais parceiros comerciais brasileiros. A Câmara Americana de
Comércio (Amcham) avalia, entretanto, que a redução da importância dos EUA na balança comercial
brasileira nos últimos anos não representa um
problema.
Em
2006,
os norte-americanos ficaram com 17,77% do total das exportações
brasileiras, contra 25,44% em 2002. Já as compras feitas pelo Brasil
nos Estados Unidos, que em 2002 representavam 21,77% de nosso total de
importações, encolheram para 16,08%.
A exemplo de anos
anteriores, em 2006 destacou-se a ampliação das vendas brasileiras para
mercados não tradicionais e com pequena participação na pauta – o que,
na avaliação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC), tem sido um dos fatores do aumento das exportações
brasileiras. Cresceram as vendas brasileiras para países do Oriente
Médio, América Latina, África e Ásia. O Brasil foi um parceiro importante para Cuba,
o país latino-americano cujo Produto Interno Bruto (PIB) - a soma das
riquezas produzidas pelo país - mais cresceu em 2006: 12,5%.
Os
Estados Unidos se mantiveram como principal fornecedor
brasileiro em 2003, mas as importações brasileiras daquele país caíram 7%, totalizando
US$ 9,56 bilhões. Caíram as importações de sete dos dez produtos mais comprados
pelo Brasil. Também caíram as importações brasileiras de mercadorias da
vizinha Argentina – o segundo parceiro comercial do Brasil - em 1,48%. Em
compensação, as compras de produtos chineses cresceram 38,20%.
A
corrente bilateral de comércio com os EUA continuou em crescimento nos anos seguintes
(sempre com saldo positivo pra o Brasil), mas em ritmo mais lento do
que as trocas com outras regiões. Em 2004, cresceu a participação dos
países sul-americanos como destino de produtos brasileiros. As
vendas para a Argentina subiram 61,65%. Também cresceram as vendas para
México (44%), Chile (35,40%), Venezuela (141,79%),
Colômbia (38,64%), Paraguai (23,28%), Uruguai (65,30%), Peru
(29,43%), Bolívia (48,80%) e Equador (38,71%).























