CGU encontra irregularidade na compra de ambulâncias em 11 municípios
Publicado em 27/11/2006 16:53
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Controladoria Geral da União (CGU) identificou
irregularidades em licitações de 11 municípios do país, que compraram,
com recursos do Ministério da Saúde, ambulâncias do Grupo Planam,
acusado de integrar um esquema de fraudes na venda de ambulâncias, que
foi investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos
Sanguessugas.
O ministro da CGU Jorge Hage, informou hoje (6)
que os fiscais identificaram acordo “entre empresas para fraudar
licitação, preços superfaturados, falta de especificação dos
equipamentos internos contidos nas ambulâncias, edital direcionado para
que já se saiba de qual empresa irá se comprar".
O ministro
também informou que foram encontradas irregularidades na compra de
merenda escolar. “Houve um caso em que a empresa declarou que jamais
tinha feito qualquer negócio com a prefeitura”, afirmou.
No
município de Palmeiras (BA), por exemplo, os fiscais da CGU verificaram
que cinco notas fiscais da prestação de contas apresentada pela
prefeitura para a compra de merenda escolar em 2001 e 2003 eram falsas.
Os recursos para compra dos alimentos foram repassados pelo Ministério
da Educação (MEC) à prefeitura.
Também foram identificadas
irregularidades na contratação de transporte escolar. “Detectamos
indícios de direcionamento de licitação para aquisição de um veículo
destinado ao transporte escolar e em outros casos simulação de
licitação na realização de compra de combustíveis”, disse.
A CGU
identificou no município de Cajazeiras (PB) indícios de direcionamento
de uma licitação para a compra de veículo para o transporte escolar. Os
recursos para a compra do veículo foram repassados pelo MEC. Já no
município de Domingos Mourão (PI) há indícios de que a prefeitura
simulou uma licitação em 2005 para a compra de combustível para o
transporte escolar.
A CGU irá levar essas irregularidades aos
ministérios responsáveis pelo repasse dos recursos usados e também irá
levá-las ao Ministério Público Federal para que este, se considerar que
for o caso entre com uma ação de improbidade administrativa e também
com uma ação criminal, por corrupção e peculato contra os
administradores.























