Carga tributária bate recorde e atinge 38,8% do PIB em 2006, diz IBPT
Publicado em 27/11/2006 16:53
da Folha Online
A carga tributária brasileira atingiu
38,80% do PIB em 2006, o que representa um crescimento de 0,98 ponto
percentual em relação a 2005, quando alcançou 37,82%, segundo projeções
do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Os dados são
baseados no PIB brasileiro que cresceu 2,9% em 2006, segundo divulgou
ontem o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em
valores, o total da arrecadação tributária, nos três níveis (federal,
estadual e municipal), passou de R$ 732,87 bilhões para R$ 815,07
bilhões, de 2005 para 2006, crescimento nominal de R$ 82,2 bilhões.
Segundo
projeção do instituto, cada brasileiro pagou de tributos em média R$
4.434,68 em 2006, ou seja R$ 447,23 a mais que em 2005.
Em
relação ao PIB, os tributos federais representaram 27,12%, os estaduais
10,08% e os municipais, 1,6%. Do total da arrecadação, os federais são
responsáveis por 69,91%, os estaduais 25,97% e, os municipais 4,12%.
O
presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, disse que "o excesso de
tributação retira poder de compra dos salários ao mesmo tempo em que
aumenta o preço final das mercadorias e serviços, retraindo o consumo,
afastando investimentos produtivos e dificultando a geração de empregos
formais".
Segundo histórico do instituto, a carga tributária
registrou queda, durante o governo Lula, apenas em 2003, com recuo de
0,30 ponto percentual. Em 2004, a alta foi de 1,26% e, em 2005, de 1,02.
Durante
os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso, a carga tributária
teve redução apenas em 1996, de 1,61 ponto percentual, nos demais anos,
de 1995 e 2002, a carga tributária cresceu. As altas foram de 0,31
ponto percentual (1995), 0,18 (1997), 1,86 (1998), 1,98 (1999), 1,53
(2000), 0,84 (2001) e 2,16 (2002).























