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Opção por energia nuclear é ultrapassada, diz Greenpeace

Publicado em 27/11/2006 16:53

Radio Agência Notícias do Planalto

Rádio Agência NP

Uma liminar que suspendia a continuidade da construção da terceira usina nuclear do país: Angra 3, foi derrubada pelo Superior Tribunal Federal (STF) da 2ª região em meados de abril. A empresa Eletronuclear - que administra o complexo de Angra - passou ao Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para avaliação. A obra estava paralisada desde novembro de 2006.

A Ação Civil Pública - derrubada pelo STF - foi encaminhada, na época, pelo Ministério Público Federal contra o Ibama e a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema-RJ). Para Guilherme Leonardi, coordenador da campanha contra a energia nuclear da Organização Não Governamental (ONG) Greenpeace, os investimentos na energia nuclear representam uma visão ultrapassada por parte do governo.

"Isso se deve basicamente por causa de uma visão ultrapassada do modelo energético. Ainda existe uma mentalidade, um planejamento energético da época da ditadura militar que é quando data o programa nuclear brasileiro e esta mentalidade vem sendo produzida até hoje. Se concentra a geração de energia, ao invés de descentralizar que é a tendência atual, e que se vê na energia nuclear uma questão estratégica, mas que de estratégica não tem nada.

Um relatório encomendado pela ONG, através de um grupo de especialistas da universidade de Greenwich-Inglaterra e de outros órgãos independentes, afirma que a energia nuclear não auxilia no combate ao aquecimento global. O documento registra que para que isso ocorra seria necessário construir cerca de mil reatores em todo o planeta. Isto, segundo eles, representaria altos custos e uma enorme ameaça à segurança da humanidade. Vale lembrar que as outras duas usinas nucleares construídas no país, até hoje possuem locais provisórios de armazenamento dos resíduos, radioativos.

De Brasília, da Radioagêcia NP, Gisele Barbieri

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