Obras de transposição do São Francisco começam mês que vem, diz coordenador
Publicado em 27/11/2006 16:53
José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil
Brasília -
As primeiras obras de
transposição do Rio São Francisco começam
no mês que vem, segundo garantiu hoje (9) o coordenador de
Projeto de Integração do Rio São Francisco,
Rômulo de Macedo Vieira, do Ministério da Integração
Nacional. O Batalhão de Engenharia do Exército vai
fazer a construção dos primeiros seis quilômetros
de dois canais de aproximação do rio, incluindo
estações de bombeamento. Também serão
abertas estradas de acesso às estações,
localizadas nos municípios de Floresta e Cabrobó, em
Pernambuco. As obras vão consumir R$ 26 milhões.
No
entanto, uma ação do Ministério Público
Federal questiona na Justiça a licença para a obra
concedida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).
O
ministério estima que a transposição do rio vai
gerar cinco mil empregos diretos e indiretos. Na tarde de hoje, 20
consórcios e seis empresas apresentaram 76 propostas para
participar do processo de licitação dos catorze lotes
de obras, que compreendem a construção de canais,
barragens, adutoras e estações de bombeamento. O
resultado da concorrência sai até setembro, mês
previsto para o início da segunda fase de trabalhos, orçados
em R$ 3,3 bilhões.
O projeto de transposição,
segundo o ministério, vai atender 12 milhões de pessoas
no Nordeste Setentrional (área mais seca do país), e
prevê a construção de dois eixos (canais): um a
Leste, que levará água para Pernambuco e Paraíba,
a partir da captação no lago da barragem de Itaparica;
e outro na direção Norte, abastecendo o Ceará e
o Rio Grande do Norte com a retirada sendo feita nas imediações
da cidade de Cabrobó (PE).
“O eixo Leste vai estar
totalmente construído e funcionando até 2010. Já
o Norte, que tem maior extensão, deve levar seis anos para ser
construído. Assim mesmo, este eixo vai estar com parte dele
operando também em 2010”, destacou Macedo Vieira. Ele não
acredita que ações na justiça possam impedir a
implementação do projeto. “Não acredito em
paralisações. Todas as ações contra o
projeto, foram mais de vinte, foram derrubadas. Não existe
nenhum fato novo que possibilite a justiça voltar atrás
naquilo que já decidiu”, enfatizou.























