Movimentos sociais discutem enfrentamento aos TLCs
Publicado em 27/11/2006 16:53
Adital -
Na sede do Palácio de Convenções de Havana, representantes e membros das organizações sociais e políticas da América, indígenas, negros, sindicalistas, camponeses, estudantes, religiosos, ambientalistas, anti-belicistas, defensores dos direitos humanos, criadores, comunicadores, parlamentares, artistas e intelectuais, homens e mulheres de todas as raças e povos das Américas se reunirão e sessões plenárias com o objetivo de realizar articulações e planos de ações comuns em torno dos temas mais relevantes na atual agenda dos movimentos sociais na região.
Os Encontros Hemisféricos já alcançaram êxito na contra a ALCA e contra a política do governo dos EUA para instalar-se na região ao estancar as negociações entorno da ALCA e conseqüentemente sua não aplicação no acordo continental. Mas as tentativas dos países desenvolvidos em fechar tratados comerciais com os países das Américas do Sul e Central não cessaram. As tentativas só tomaram outra forma e foram potencializadas nas figuras dos Tratados de Livre Comércio: os bilaterais, os regionais; e em nível multilateral na OMC.
O que os países do hemisfério enfrentam hoje é uma nova conjuntura. Junto a essa realidade está o avanço da União Européia e seus acordos de associação e EPAs (Acordos Econômicos de Sociedade, sigla em inglês) que são a expressão do livre comércio vinda do continente europeu. Para ASC, todas as políticas vinculadas ao livre comércio "possuem iguais conseqüências de precariedade e dependência para nossos povos, por isso o enfrentamento de tais práticas se converte em uma necessidade atual no sentido de defesa de nossas identidades e da soberania nacional".
Um segundo resultado positivo da luta contra a ALCA é a construção de uma vontade direcionada à construção de alternativas para uma integração distinta entre nossos povos que possibilita um diálogo construtivo com processos como o ALBA ( Alternativa Bolivariana para a América) , os TCPs, a Comunidade Sul-americanas de Nações, que começou durante a Cúpula Social pela Integração dos Povos em Cochabamba.























