Brancos perdem renda, e cai diferença em relação a negros
Publicado em 27/11/2006 16:53
A diferença de rendimentos médios entre homens brancos e negros no
Brasil caiu 32,6% entre 1995 e 2005. A redução, no entanto, não ocorreu
apenas pela evolução da renda dos negros, mas, principalmente, pela
queda do salário dos brancos. Essa é uma das informações que se pode
observar no relatório "Igualdade no Trabalho: Enfrentando Desafios",
que a Organização Internacional do Trabalho divulgou nesta quinta-feira.
No
período analisado, o salário dos homens negros subiu 4,7%, passando de
R$ 402 para R$ 421, em números corrigidos pela inflação. Já o dos
homens brancos foi o único que caiu: 11,6%, passando de R$ 715 para R$
632. O de mulheres brancas subiu 6% (de R$ 447 para R$ 474).
O
salário de mulheres negras aumentou 41% nos dez anos analisados, a
maior alta registrada pela pesquisa. Mas continua sendo o segmento com
menor rendimento: R$ 316 em 2005, e R$ 223 dez anos antes.
A
diferença de salário entre homens brancos e negros era de R$ 313 em
1995 e caiu para R$ 211 em 2005. Entre mulheres brancas e negras,
passou de R$ 224 para R$ 158, uma queda de 29,5%.
O aumento do
salário de homens negros e mulheres brancas e negras é explicado por
sucessivos aumentos do salário mínimo e redução da inflação.
O
Brasil também obteve progressos em políticas destinadas a reduzir a
desigualdade racial, segundo Laís Abramo, diretora da OIT no país. "Há
muitos países que nem querem reconhecer a discriminação racial", disse
ela.
"O gênero e a raça não são questões de minorias no Brasil. Estamos falando de uma ampla maioria da sociedade", afirmou.























