Presidente cobra maior ritmo do gasto em investimento
Publicado em 27/11/2006 16:53
A necessidade de conferir velocidade à implementação do PAC tem levado
o presidente Lula a aumentar a cobrança quanto ao ritmo de execução do
investimento público. No último fim de semana, técnicos do Tesouro
trabalharam até às 23h a fim de apresentar resultados sobre a
destinação de verbas para projetos de investimento do Orçamento e para
os empreendimentos do Projeto Piloto de Investimento (PPI).
O balanço do primeiro quadrimestre mostra que dos R$ 16,4 bilhões
em investimentos autorizados para 2007, o governo contratou (empenhou)
R$ 3,1 bilhões. Os maiores empenhos foram feitos pelos ministérios dos
Transportes (R$ 1,6 bilhão), Desenvolvimento Agrário (R$ 477 milhões),
Defesa (R$ 231 milhões) e Ciência e Tecnologia (R$ 195 milhões). O
Ministério das Cidades, que dispõe de um orçamento de R$ 1 bilhão para
investimento, contratou R$ 54 milhões no período.
No balanço do primeiro quadrimestre, as despesas do PPI ficaram em
R$ 695 milhões. A partir deste mês, a tarefa de execução se torna mais
trabalhosa, já que o Congresso aprovou o pedido do Executivo de
ampliação da carteira do PPI de R$ 4,6 bilhões para R$ 11,3 bilhões.
Ao falar sobre as causas da baixa execução, o secretário do Tesouro,
Tarcísio Godoy, disse não ser fácil realizar investimentos e que o
governo enfrenta dificuldades “próprias da economia real”. Entre as
limitações, Godoy comentou que para aumentar o ritmo da execução das
obras de infra-estrutura é preciso dispor de projetos em condições de
ser implementados.
Indagado sobre o ritmo de gasto do investimento vai se acelerar nos
próximos meses, Godoy não se comprometeu com o curto prazo. Preferiu
enfatizar que até o término do ano a carteira do PPI vai ser
integralmente contratada. A fim de cumprir o programado, o governo vai
ter que elevar o ritmo de empenho das verbas do PPI para uma média
mensal de R$ 1,3 bilhão. (Luciana Otoni, da Santafé)























