Parada GLBT denuncia homofobia, machismo e racismo "cordiais" do brasileiro
Publicado em 27/11/2006 16:53
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
Brasília - "Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia" é o lema
dos 3 milhões de manifestantes esperados esta tarde para a 11ª Parada
do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e
Transexuais), na Avenida Paulista. “Queremos chamar a sociedade para
discutir a questão do machismo, do racismo e da homofobia, tratando de
colocar que os GLBTs também são negros, mulheres e sofrem duplo
preconceito", afirma o presidente da Associação da Parada GLBT, Nelson
Matias Pereira. "Por mais que nós pensemos que as pessoas mudaram,
ainda há racismo e machismo cordial no Brasil".
Além da
associação da homofobia com o racismo e o machismo, a Parada vai
lembrar os temas de outros anos, como a falta de políticas públicas
para homossexuais e a necessidade do Congresso Nacional criar leis
específicas.
Para avaliar o nível da discriminação contra os
homossexuais, a Associação realizou ano passado uma pesquisa que deve
ser repetida neste ano. A intenção é fazer um mapeamento da parada,
para saber a origem das pessoas e o perfil político e socioeconômico.
De acordo com Pereira, no ano passado foram entrevistadas 2 mil pessoas
e desse total, 60% já haviam sofrido algum preconceito ou violência. “O
mais estarrecedor é que pela primeira vez eles estavam contando isso a
alguém”, disse.























