Mudanças climáticas fazem povos da floresta reunirem-se 20 anos depois
Publicado em 27/11/2006 16:53
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Vinte anos depois, um grupo de organizações sociais da
Amazônia organiza o 2º Encontro Nacional dos Povos da Floresta. O
primeiro encontro, em 1987, foi presidido por Chico Mendes. O líder
seringueiro seria assassinado em novembro do ano seguinte. Os 20 anos
de intervalo entre um encontro e outro foram provocado pela falta de
união dos povos da floresta em torno de objetivos comuns, segundo
coordenadores do encontro.
"No momento em que comunidade internacional coloca o clima em discussão,
resolvemos atuar novamente juntos", afirma Alberto Cantanhêde, do Grupo
de Trabalho Amazônico (GTA). "Vamos discutir a compensação ambiental
para populações que preservam as florestas", afirma o vice-presidente
do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Júlio Barbosa de Aquino.
A
segunda edição do encontro ocorre em setembro deste ano. Mas o
lançamento do encontro será feito amanhã (19), em Brasília. O encontro
é organizado pela Aliança dos Povos da Floresta, formada pela
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab),
o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), e o Grupo de Trabalho
Amazônico (GTA).























