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Indicado ao Banco Mundial, Zoellick acha possível concluir Doha

Publicado em 27/11/2006 16:53

Reuters

Por Crispian Balmer

PARIS (Reuters) - O norte-americano Robert Zoellick, indicado para presidir o Banco Mundial, disse na terça-feira acreditar que é possível concluir com sucesso a chamada Rodada Doha de negociações comerciais globais, e que tal acordo daria enorme impulso ao desenvolvimento e ao crescimento.

"Acredito que um acordo possa ser feito. Acredito que um acordo deva ser feito. Acredito que isso seria um grande passo para o desenvolvimento e o crescimento, então gostaria de tentar ajudar", disse ele a jornalistas após reunião com o chanceler francês, Bernard Kouchner.

A declaração de Zoellick, ex-representante comercial dos EUA, surge uma semana depois de o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, também afirmar ser possível concluir com sucesso a Rodada Doha.

"Ficaria contente em tentar trabalhar com a OMC e os Estados-membros para ver como poderíamos dar ajuda à conexão comercial", disse Zoellick, atualmente na Europa em campanha para ter seu nome confirmado pelos países-sócios do Banco Mundial, depois da indicação feita pelo presidente dos EUA, George W. Bush.

Zoellick é, até o momento, candidato único à sucessão de Paul Wolfowitz, que deixou a presidência do Banco Mundial devido a um escândalo provocado por uma promoção dada à namorada dele.

A eleição de Zoellick é praticamente assegurada, apesar da iniciativa de alguns países em desenvolvimento que gostariam de ver uma disputa envolvendo também alguém de fora dos EUA.

Zoellick disse que sua prioridade será "acalmar as águas que se agitaram na instituição" com o escândalo de Wolfowitz. "A chave é ser aberto e ouvir. Há provavelmente algumas frustrações que as pessoas precisam expressar."

O candidato, que na segunda-feira encontrou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, em Paris, disse que seu anfitrião foi "muito agradável".

Um porta-voz do Palácio do Eliseu havia dito que o presidente francês cobrou de Zoellick que o Banco Mundial se dedique especialmente à redução da pobreza na África.

"A África continuará sendo uma forte prioridade para o Banco Mundial", disse Zoellick a jornalistas. "Não é só uma questão de abrir mercados, mas uma questão de ter programas de desenvolvimento para permitir que os países tirem vantagem dos mercados abertos."

Falando especificamente do Sudão, onde fica a conflituosa região de Darfur, Zoellick defendeu que o Banco Mundial tenha participação em projetos de infra-estrutura, mas acrescentou que a prioridade é restaurar a segurança e obter um acordo de paz.

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