Greenpeace diz que milho transgênico da Monsanto é potencialmente tóxico
Publicado em 27/11/2006 16:53
Bruxelas, 14 jun (EFE) - A organização ambientalista Greenpeace
divulgou nesta quinta-feira os resultados de um estudo que indica que o
milho transgênico NK603, produzido pela empresa americana Monsanto e
aprovado na União Européia em julho de 2004, é "potencialmente tóxico".
Os
laboratórios do Comitê de Pesquisa e Informação Independentes sobre
Engenharia Genética de Paris testaram o cereal modificado em ratos e
verificaram que, após um prazo de 90 dias, os animais apresentaram até
60 anomalias biológicas, segundo um comunicado da organização.
Os
ratos tiveram alterações no tamanho do fígado, do cérebro, do coração e
dos rins e apresentaram significativas diferenças de peso em comparação
com os alimentados com milho normal.
"Isto poderia ser um sinal de alerta de toxicidade, mas não foi investigado profundamente", denunciou o Greenpeace.
O
NK603 é um tipo de milho geneticamente modificado para aumentar a
tolerância do cereal a determinado tipo de herbicida e obteve o visto
da Comissão Européia para ser vendido nos países do bloco europeu em
julho de 2004.
"É motivo de preocupação que as sementes e
alimentos geneticamente modificados recebam o sinal verde da UE, apesar
das alarmantes anomalias que geram em animais em um período de testes
extremamente pequeno. Nós teremos de comê-los durante anos", disse hoje
o assessor do Greenpeace para produtos transgênicos, Marco Contiero.
Os
laboratórios franceses questionaram ainda a validade das avaliações de
risco oferecidas pela Monsanto para obter a autorização da Comissão
Européia.
Os cientistas da empresa americana, de acordo com o
Greenpeace, não colocavam em dúvida que o consumo do produto pudesse
causar alterações nos animais, mas consideravam que estas não eram
"biologicamente significativas".
Esta é a segunda vez na qual o
Greenpeace divulgou estudos científicos que questionam a qualidade de
produtos da Monsanto autorizados na União Européia.
Em março, a
organização denunciou que o milho MON863 também gera mostras de
toxicidade nos rins e no fígado dos ratos de laboratório.
O
Greenpeace exigiu nesta quinta-feira a retirada do milho NK603 e a
suspensão de todas as autorizações de produtos geneticamente
modificados até que o sistema de avaliação de riscos da UE, baseado nos
relatórios fornecidos pelos próprios fabricantes, seja revisado.























