Governo e empresários acenam com reforma sem corte de direitos
Publicado em 27/11/2006 16:53
Por Carmen Munari
SÃO PAULO (Reuters) - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira que há "sintonia total" do governo com os empresários para realizar uma reforma trabalhista que não retire os direitos já adquiridos pelos trabalhadores.
"O que precisamos no Brasil é uma simplificação, uma atualização da relação trabalhista. Nunca tirar direitos dos trabalhadores. Isso foi unânime aqui, o que me deixa muito confortado porque até o momento esta discussão estava sendo feita pelo enfoque errado", disse Lupi a jornalistas.
A declaração foi feita após reunião do ministro com a direção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em São Paulo.
Entre os direitos que o governo não abre mão estão o 13o salário, as férias remuneradas e a licença maternidade.
Lupi explicou que uma das medidas sugeridas pelos empresários para atualizar a legislação trabalhista é a desoneração da folha de pagamento, o que vem sendo estudado pelo Ministério da Fazenda.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, disse que "há um consenso de que é preciso realizar a reforma trabalhista, com uma legislação menos engessada, mas sem prejuízo do trabalhador".
Na segunda-feira, Lupi assina no Rio de Janeiro acordo com entidades do comércio para regularizar o trabalho aos domingos e na segunda quinzena de junho deve sair a medida provisória que dá reconhecimento jurídico às centrais sindicais.
As centrais, que atuam há mais de 20 anos sem esta legalização, deverão absorver 10 por cento de todo o imposto sindical recolhido no país.























