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Relatório da corrupção

Publicado em 11/01/2007 10:04

Correio Braziliense

Relatório Global de Integridade, produzido pela ONG Global Integrity, de Washington, nos Estados Unidos, concluiu que a falta de transparência nos três poderes é um dos principais entraves ao combate à corrupção no Brasil. “O estudo revelou que a baixa transparência, principalmente no Poder Legislativo, é um problema constante no Brasil e demais países pesquisados, o que pode atrapalhar a elaboração de reformas anticorrupção de longo prazo”, comentou Claudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil e responsável pela elaboração da seção brasileira do estudo.

O levantamento também considerou deficiente o sistema brasileiro de financiamento de campanhas. Embora o sistema de votação e participação dos cidadãos seja considerado bom, descreve a ONG norte-americana, os controles sobre o financiamento eleitoral são tidos como muito fracos. O escândalo do dossiê contra tucanos é um exemplo recente. Nele, um grupo de petistas arrecadou de forma irregular R$ 1,75 milhão — ou seja, caixa 2 — para comprar informações que pudessem ser exploradas eleitoralmente contra o PSDB.

A Global Integrity indicou ainda Orçamento como área deficiente no que se refere à supervisão do gasto público. A máfia dos sanguessugas, outro esquema de corrupção desvendado pela Polícia Federal em 2006, está diretamente ligada a essa questão. A quadrilha liderada pela família Vedoin, do Mato Grosso, foi acusada de fraudar licitações públicas com verbas do orçamento da Saúde. Os recursos foram viabilizados por emendas de parlamentares, que se transformaram em suspeitos.

Informações
Em sua segunda edição, o estudo da entidade norte-americana funciona como uma espécie de enciclopédia analítica sobre como funcionam e se articulam as instituições de combate à corrupção e o acesso a informações públicas em 43 países pesquisados pela entidade. As informações prestadas sobre cada país são resultado de pesquisa e coleta de dados por pesquisadores e revisores das próprias nações investigadas. No total, colaborou com o projeto uma equipe de 200 pessoas.

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