Pesquisa aponta declínio da confiança em líderes mundiais
Publicado em 15/01/2007 16:17
DANIELA LORETO
da Folha Online
Uma pesquisa
encomendada pelo Fórum Econômico Mundial, realizada pelo instituto
Gallup e divulgada nesta segunda-feira, aponta queda da confiança da
população mundial nos líderes políticos e econômicos, e em sua
capacidade de transformar a vida dos cidadãos comuns para melhor.
O
encontro anual do Fórum Econômico Mundial ocorre em Davos (Suíça) entre
24 e 28 de janeiro. De acordo com o estudo, no qual foram entrevistadas
55 mil pessoas em 60 países, os líderes políticos não são capazes de
usufruir da melhor maneira do poder que lhes é atribuído.
As
entrevistas, realizadas entre novembro de dezembro de 2006, representam
o ponto de vista de 1,5 bilhão de pessoas no mundo todo. O estudo é
feito pelo quarto ano consecutivo.
Os países da África se
mostraram os mais pessimistas em relação aos seus líderes. Na região,
81% afirmam que os representantes políticos africanos são desonestos.
No Leste Europeu, 60% dos entrevistados também disseram acreditar que a
corrupção é característica de seus líderes.
Um total de 56% dos
americanos concordam com esta opinião, que é ainda mais difundida nos
países da América Latina, onde 90% dos bolivianos, 89% dos peruanos,
89% dos equatorianos e 80% dos venezuelanos dizem acreditar que seus
líderes políticos são corruptos.
Na Europa Ocidental, os
entrevistados demonstraram uma visão um pouco mais positiva a respeito
de seus representantes: 76% dos austríacos, 69% dos alemães, 54% dos
belgas, 52% dos noruegueses e 50% dos suíços dizem crer que os
políticos são desonestos.
Questionados a respeito das questões
que devem ser priorizadas pelos líderes, a maior parte --15%--
mencionou a redução dos conflitos mundiais como a principal questão. Em
seguida, aparece a erradicação da pobreza, apontada por 13% dos
entrevistados.
Outros 12% no mundo todo defenderam o crescimento
econômico e o combate ao terrorismo como questão prioritária. Um total
de 11% citou a questão da desigualdade social.
Segurança
Segundo
o estudo, 48 % dos cidadãos também dizem acreditar que o mundo será
menos seguro para a próxima geração, dos quais 19% afirmam que a
situação será "bem menos segura".
A Europa Ocidental é a
região mais pessimista em relação à segurança mundial, onde 68% dos
cidadãos dizem que o mundo será menos seguro no futuro.
Nos EUA, 59% também defendem que a próxima geração viverá com menos segurança, contra 15% que dizem crer no contrário.
No
Oriente Médio, região que vivenciou a escalada de muitos conflitos
recentemente, a população parece estar um pouco mais otimista com a
segurança.
Um total de 24% dizem crer que estarão mais seguros no futuro, contra 46% que defendem o contrário.
Economia
Na
pesquisa, foi perguntado ainda aos entrevistados se eles acreditavam
que a geração futura viveria em um mundo de mais prosperidade
econômica.
Globalmente, 40% dos entrevistados disseram acreditar no aumento da prosperidade, contra 31% que defendem a diminuição.
Questionados
sobre uma maneira para restaurar a confiança pública nas instituições
privadas, 32% dizem acreditar que mais transparência e melhora na
administração são necessárias, além da punição a medidas ilegais
adotadas pelas corporações, sugerida por 30%.
Um total de 71%
dos cidadãos dizem que encontros entre líderes globais para discutir a
solução para questões internacionais são "muito úteis" ou "úteis" para
tentar contornar os problemas.























