Orçamento segue para sanção com receita de R$ 1,53 trilhão
Publicado em 08/01/2007 09:43
O Orçamento da União para 2007, aprovado pelo Congresso Nacional em 22
de dezembro, será enviado ao Executivo hoje, segunda-feira (8). O
governo tem um prazo de 15 dias para analisar a lei, mas a previsão é
que o texto seja sancionado até 19 de janeiro.
O
substitutivo projeta as receitas federais neste ano em R$ 1,53 trilhão.
Desse total, R$ 655,75 bilhões referem-se a emissões de títulos para
rolagem da dívida pública federal interna e externa. Ou seja, não se
trata de dinheiro efetivamente recolhido aos cofres públicos, mas de
obrigações financeiras que deverão ser pagas pelo País no futuro.
Ao
Orçamento Fiscal - que exclui, além das despesas com a dívida, os
gastos com a Seguridade Social - foram reservados R$ 558,35 bilhões. Já
o Orçamento da Seguridade Social terá R$ 312,07 bilhões. O valor foi
inflado com o aumento do salário mínimo acima do previsto (R$ 380 em
vez de R$ 374,93), causando impacto direto nas contas da Previdência
Social. Com isso, o Tesouro Nacional deverá injetar R$ 27 bilhões do
Orçamento Fiscal no da Seguridade Social.
A Lei Orçamentária Anual (LOA)
para 2007 foi montada com previsões otimistas para as receitas
administradas pela Secretaria da Receita Federal (SRF), especialmente,
os tributos federais, como o Imposto de Renda e a Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Segundo a apuração mais recente do governo, a arrecadação federal bateu
recordes históricos em 2006, alcançando R$ 549,4 bilhões ou 23,89% do
Produto Interno Bruto (PIB).
Para 2007, a LOA estima que a receita subirá a R$ 615,91 bilhões ou
27,27% do PIB, revertendo a tendência verificada de 2005 para 2006,
quando a arrecadação em relação ao PIB caiu 1,44 ponto percentual.
Legislativo e Judiciário
A
divisão de despesas por órgãos revela que, no âmbito federal, o Poder
Legislativo é o menos oneroso para o País em 2007, com gastos
programados de R$ 7,17 bilhões (R$ 3,4 bilhões para a Câmara; 2,7
bilhões para o Senado; e R$ 1,07 bilhão para o Tribunal de Contas da
União, órgão auxiliar do Congresso Nacional).
Pelo Orçamento
aprovado, o Poder Judiciário federal custará R$ 23,13 bilhões em 2007.
Apenas a Justiça do Trabalho consumirá R$ 9,11 bilhões. A Justiça
Federal, excluídos os tribunais superiores, gastará R$ 8,15 bilhões.
Órgão de cúpula do Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF)
terá orçamento de R$ 441,67 milhões.
Dívida pública
Poder
com maior orçamento (R$ 684,23 bilhões), o Executivo gastará R$ 240,64
bilhões apenas com juros e outros encargos financeiros. Em 2007, porém,
o Orçamento projeta gastos bem menores com serviços da dívida pública
federal: R$ 165,86 bilhões contra R$ 179,52 bilhões em 2006.
Com
mais recursos, o Ministério da Previdência terá R$ 190,31 bilhões. Em
seguida vêm os ministérios da Saúde (R$ 49,70 bilhões); o da Defesa (R$
40,12 bilhões); o do Trabalho e Emprego (R$ 26,77 bilhões); e, só
então, o da Educação (R$ 27,58 bilhões), área cujos maiores gastos são
realizados pelo estados e pelo Distrito Federal. O Ministério da
Cultura, com dotações de R$ 915,79 milhões, terá o menor orçamento.























