Mercosul -Para Lula, diferenças ideológicas não afetam integração
Publicado em 19/01/2007 16:25
Por Mair Pena Neto
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ao abrir a reunião final da Cúpula do Mercosul e fazer um balanço da presidência temporária do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as diferenças políticas e ideológicas dentro do bloco não afetam a integração, mas foi enfático no compromisso com a democracia.
Lula disse que no processo de integração sul-americano existirão muitos desafios, principalmente pelas diferenças nas opções de política interna.
"Fomos formados na diversidade. O pluralismo político e ideológico é totalmente compatível com o nosso processo de integração", afirmou Lula, defendendo que sejam levados em conta a inclusão social, o emprego e o fortalecimento da democracia.
"Os valores que compartilhamos incluem o compromisso com a democracia e o estado de direito", enfatizou.
Segundo Lula, a criação do Observatório da Democracia e as atividades de observadores eleitorais no Mercosul "já indicam, uma vez mais, a relevância dos fundamentos democráticos para a integração".
Lula insistiu que, apesar dos diferente caminhos de cada país, todos têm em comum a prioridade ao resgate das dívidas sociais. O presidente foi otimista e afirmou que "nunca existiu clima político tão favorável" à integração sul-americana.
No balanço da presidência brasileira, Lula destacou a criação do Parlamento do Mercosul e do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), que busca uma relação mais equilibrada entre os Estados-membros.
"Pela primeira vez, passamos a contar com um mecanismo comunitário desta natureza. É um exemplo de solidariedade regional essencial para o êxito da integração", afirmou Lula, manifestando convicção de que o Focem trará benefícios às economias menores.
Lula voltou a defender a criação de uma estrutura ágil e eficiente para acelerar o processo de integração. "Temos que trabalhar, principalmente, com aquilo que nos une".























