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Mantega: PAC terá 'bastante dinheiro' para infra-estrutura

Publicado em 17/01/2007 09:59

IG/Agência Estado

IG/Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu sinal verde para as medidas do Programa de Aceleração Econômica (PAC), que destinará “bastante dinheiro” para habitação, saneamento e para área de transporte, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele evitou citar números ontem para não “estragar a surpresa”.

O programa que Lula apresentará à Nação, na próxima segunda-feira, definirá programas que serão executados ao longo do segundo mandato e beneficiará a classe média e a população de baixa renda. “Todas as medidas que o governo toma são populares, para beneficiar a população brasileira, a população de baixa renda e de renda média”, disse Mantega.

O PAC detalha investimentos públicos e medidas de desoneração de impostos em setores estratégicos para “destravar” a economia e possibilitar um crescimento acima da média dos 2,5% observados durante o primeiro mandato. Os recursos estarão definidos no Orçamento da União, das empresas estatais e em programas de infra-estrutura, que serão financiados com parcela do dinheiro que o governo economiza para o pagamento dos juros da sua dívida, o superávit primário. Ontem, Lula detalhou as medidas durante mais de seis horas de reunião com a equipe econômica e aprovou os ajustes que considerava necessários em um novo encontro à noite. “O presidente ficou satisfeito”, disse Mantega.

Os mais de 50 instrumentos legais e administrativos necessários para a implementação do programa, como medidas provisórias e proposta de emenda constitucional, já estão prontos. “Nós tivemos o cuidado de preparar tudo. Senão, fica só uma declaração de intenções”, disse Mantega.

O detalhamento legal do PAC foi uma exigência do presidente, que não quer repetir o erro de outros programas do governo, que foram anunciados sem que as medidas estivessem prontas, como as de estímulo à queda dos juros cobrados pelos bancos. O chamado “pacote do spread” até agora, mais de cinco meses depois da sua divulgação, ainda não teve todas as medidas implementadas, como a MP que cria o cadastro positivo de tomadores de crédito.

Segundo Mantega, o governo quer que o PAC seja “exeqüível”. Lula adiou o anúncio do programa de 21 de dezembro para 22 de janeiro por achar que “faltava ousadia” e era preciso “sair da mesmice”. “Ele (Lula) já estava satisfeito antes de terminar o ano. Apenas fizemos alguns ajustes técnicos e o detalhamento, que não havia. Esperem um material extenso.”

Sem querer detalhar as medidas, Mantega confirmou que o PAC trará benefícios tributários para todos os setores da economia, com instrumentos que permitirão a redução do prazo de recolhimento de impostos ou redução de alíquotas. Admitiu, no entanto, que haverá também medidas de desoneração para setores específicos. O ministro confirmou ainda a adoção de medidas de modernização da Eletrobrás, para transformá-la numa empresa semelhante à Petrobras. “De modo que ela possa ofertar mais ações no mercado e possa ter uma participação mais robusta no setor elétrico.”

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