Lula toma posse, pede "pressa e ousadia", promete governo popular e ignora aliados
Publicado em 01/01/2007 20:51
Em cerimônia esvaziada por um dia chuvoso em Brasília, Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse do segundo mandato presidencial. Após desfilar em carro aberto -um Rolls-Royce de 1953- ao lado da primeira-dama Marisa Letícia, Lula chegou ao Congresso, onde ignorou aliados, como o presidente licenciado do PT Ricardo Berzoini, prestou juramento e pronunciou um discurso em que definiu três verbos como tônica de seu segundo mandato: "acelerar, crescer e incluir".
Referindo-se a uma das prioridades do segundo mandato, o crescimento econômico, Lula pregou "pressa, ousadia, coragem e criatividade". O presidente disse que lançará em janeiro um pacote com medidas econômicas para acabar com as "sérias travas ao crescimento".
Lula prometeu, também, dar continuidade a seu "governo popular". O presidente ainda atacou as elites. "Não faltaram os que, do alto de seus preconceitos elitistas, tentaram desqualificar a opção popular como fruto da sedução que poderia exercer sobre ela o que chamavam de 'distribuição de migalhas'. Os que assim pensam não conhecem e não entendem este país", disse.
Mais tarde, passou a tropa dos Dragões da Independência em revista e dirigiu-se ao Palácio do Planalto, com o Rolls-Royce agora com a capota para protegê-lo da chuva. Já com a faixa presidencial, o presidente subiu a rampa do palácio e, em discurso no parlatório, classificou como "terrorismo" as ações criminosas no Rio de Janeiro e prometeu agir com "mão forte" para resolver o problema.























