Fórum Social alerta para saúde na África e defende sistema público
Publicado em 21/01/2007 14:16
Agência Brasil
Daniel Merli e Marcela Rebelo
Repórteres da Agência Brasil
Sindicalistas, associações de usuários de sistemas de saúde,
feministas e homossexuais vão realizar, de 21 a 23 de janeiro, o 2º
Fórum Social Mundial da Saúde. Dois anos após o primeiro encontro, em
Porto Alegre, esta reunião será realizada na África, paralelamenteao 7º Fórum Social Mundial.
No
continente africano, vive um terço das pessoas portadoras de aids em
todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Também na
região ocorrem 90% das mortes por malária, com 300 milhões de vítimas
por ano, e mais de 6% da população vive com hanseníase, somando 690
milhões de pessoas.
"A África revela a grave situação que vivem
os povos pobres do mundo", afirma Valdevir Both, do Centro de Educação
e Assessoramento Popular e secretário executivo do fórum.
Essa
situação fez os organizadores do encontro escolherem o lema África: O
Espelho do Mundo. Os participantes querem propor aos organismos
internacionais, como a OMS e o Banco Mundial o apoio a serviços
públicos, como o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.
“Nos
planos privados de saúde, quem tem dinheiro, consegue médico. Mas há
uma grande parcela das pessoas que fica fora”, afirma Both.
“Enfrentamos um conjunto de problemas no Brasil, mas o SUS é um avanço,
porque garante o acesso à saúde a todo e qualquer cidadão, contribuindo
ou não.”
Outra alternativa que será defendida pelo Fórum Mundial
de Saúde é o fim da cobrança pela patente de medicamentos, em caso de
epidemias. Para fabricar medicamentos, uma indústria precisa pagar royalties – direito de uso – para a empresa que registrou a patente.
“O
patenteamento faz com que algumas empresas internacionais tenham lucros
exorbitantes na área da saúde. Mas qual o custo disso para a
humanidade? Muitas vezes, as pessoas que não têm dinheiro ficam sem o
medicamento”, questionou o secretário.























