Disputa pela presidência da Câmara deve ficar mesmo entre Aldo e Chinaglia
Publicado em 08/01/2007 22:47
Da redação
Entra a segunda semana de janeiro
e seguem as discussões sobre a eleição para a presidência da Câmara. A
disputa entre Aldo Rebelo, do PC do B/SP, atual presidente, e Arlindo
Chinaglia, do PT/SP, segue firme e forte, mas uma terceira candidatura
continua sendo articulada. Parlamentares de oito partidos reunidos em
São Paulo hoje resolveram marcar um novo encontro na terça que vem, em
Brasília, para talvez definir sobre ter ou não mais um nome na disputa
pela presidência da Câmara. "É muito difícil que alguma decisão seja
tomada antes para resolver esses problemas e impasses envolvendo,
sobretudo, a base aliada do governo Lula", avalia Fernando Rodrigues.
"Diferentemente de 2005, quando foi eleito Severino Cavalcanti e era
meio de mandato, os interesses já estão mais contrariados e há mais
espaço para a articulação. Agora estamos começando uma legislatura,
governo fortíssimo, Lula está com a popularidade muito alta e não há
tempo para que 244 novos deputados tenham tantos interesses
contrariados para votar num candidato contra ele."
O jornalista
acha que se houver um terceiro nome será uma espécie de
"anti-candidatura". "Para tentar obter espaço na mídia, divulgar o que
há de errado no Congresso, a má condução dos trabalhos, porém com
reduzidas chances de sucesso", explica.
Sobre a participação do
PMDB, o jornalista acredita que pouca coisa vá mudar. "Trata-se do mais
fracionado dos partidos políticos brasileiros, que tem muita força
localmente, mas pouquíssima nacionalmente. O PMDB hoje teria condições,
se assim o desejasse, de pleitear ele próprio a presidência da Câmara
porque elegeu o maior numero de deputados em outubro passado, logo,
pela tradição da Casa, ele teria direito a essa vaga, mas não tem um
único nome capaz de unir a sigla."























