Desembolso do BNDES em 2006 sobe 11% e é recorde
Publicado em 08/01/2007 23:20
Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) somaram R$ 52,3 bilhões em 2006, com crescimento de 11% ante
2005, anunciou hoje o presidente da instituição, Demian Fiocca. As
aprovações foram de R$ 74,3 bilhões, com aumento de 36% na comparação
com 2005.
Fiocca
disse que tanto os desembolsos quanto as aprovações são recorde na
história do banco, e que a expansão real no total de desembolsos (7%,
subtraída a inflação), acima do avanço previsto para o Produto Interno
Bruto (PIB), mostra uma aceleração na taxa de investimento do País nos
próximos anos.
O crescimento das aprovações do BNDES em 2006,
acima do total de recursos liberados no ano sinaliza expansão dos
desembolsos nos próximos anos, segundo avalia o presidente da
instituição. "O aumento maior das aprovações indica disposição do setor
produtivo em elevar o nível de investimento", disse.
Ele
argumenta que é nos grandes investimentos que as aprovações antecedem
com maior prazo os desembolsos, já que são projetos de longo prazo. "A
aceleração da aprovação para níveis acima dos desembolsos é coerente
com grandes projetos", acredita Fiocca.
As maiores aprovações do
BNDES em 2006, segundo listou Fiocca, foram para: Suzano Bahia Sul (R$
2,4 bilhões); Telemar (R$ 2,4 bilhões); Brasil Telecom (R$ 2,1
bilhões); Klabin (R$ 1,7 bilhão); Projeto Gasene (R$ 1,36 bilhão); ALL
(R$ 1,1 bilhão); Transnordestina (R$ 900 milhões); Usiminas (R$ 900
milhões); Refap (R$ 852 milhões) e CST (R$ 719,4 milhões).
Setores
Entre
os setores financiados pelo BNDES, o maior aumento de desembolsos em
2006, na comparação com o ano anterior, ocorreu em comércio e serviços
(56%, para R$ 3,7 bilhões), mas o maior volume de desembolsos ficou com
a indústria, com um total de R$ 27,2 bilhões e aumento de 16% ante 2005.
Fiocca
disse que os destaques de financiamentos no setor industrial foram os
insumos básicos (metalurgia, siderurgia, papel e celulose,
petroquímica). Por outro lado, houve forte queda (-16%) nos desembolsos
para o setor de agropecuária (R$ 3,4 bilhões em 2006), acompanhando a
crise agrícola. O setor de infra-estrutura também registrou queda (-1%)
no volume de desembolsos ante o ano anterior, somando R$ 17 bilhões em
2006.
Segundo o presidente do BNDES, no caso da infra-estrutura,
as aprovações são mais significativas do que os desembolsos para
avaliação da tendência de investimentos, já que como os projetos são de
longo prazo, muitas vezes o crédito é desembolsado lentamente, de
acordo com a evolução das obras.
As aprovações para
infra-estrutura aumentaram 29% em 2006 ante 2005 e totalizaram R$ 23,9
bilhões. "O que se espera é que o aumento das aprovações em 2006 leve a
crescimento no desembolso para infra-estrutura nos próximos anos",
disse Fiocca.























