Conflito na Somália gera mais 10 mil refugiados
Publicado em 13/01/2007 13:31
12 de janeiro — O recente conflito na Somália já provocou o deslocamento de aproximadamente dez mil pessoas na região de Galkayo, próximo à fronteira com a Etiópia, informou hoje em Genebra o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Essas pessoas se somam a uma população de 15 mil deslocados internos que vivem em 14 acampamentos dentro e ao redor daquela cidade, vítimas de conflitos anteriores e de secas. Em todo o país existem mais de 400 mil deslocados internos.
O porta-voz do ACNUR, Ron Redmond, informou que já foram distribuídos dois mil abrigos plásticos nos acampamentos de Galkayo. Na próxima semana, a agência da ONU para refugiados iniciará o transporte aéreo de outros 5.810 abrigos, além de 1.760 cobertores, mil utensílios de cozinha e outros equipamentos doados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Em breve, outros suprimentos serão enviados para o sul da Somália, próximo da fronteira com o Quênia, assim que forem estabelecidas condições de vôo na região de Kismayo.
Ontem, uma equipe de emergência do ACNUR deixou a Etiópia em direção à fronteira com a Somália para avaliar a possibilidade de um fluxo de refugiados somalis para o país vizinho. A equipe ficará na região por cerca de 30 dias.
A Etiópia já abriga cerca de 97 mil refugiados (a maioria vinda do Sudão), sendo 16.400 refugiados da Somália. Até o início dos anos 90, durante o auge da crise humanitária na Somália, a Etiópia chegou a abrigar 628 mil refugiados somalis em oito campos estabelecidos no leste do país. A maioria desse refugiados retornou à Somália a partir de 1997, quando o ACNUR iniciou a repatriação deles para o noroeste do país.
O conflito na Somália também já provoca impacto no Quênia, segundo Ron Redmond. Nessa quinta-feira, o ACNUR foi informado que cerca de cem somalis feridos durante os ataques aéreos da última segunda-feira tentaram entrar no país em busca de atendimento médico. A fronteira entre o Quênia e a Somália está fechada, e o ACNUR fez um apelo ao governo queniano para que facilite a assistência a essas pessoas.
A agência da ONU para refugiados possui cinco escritórios na Somália e opera acampamentos de refugiados no Quênia e na Etiópia. As operações do ACNUR na Somália têm um custo anual de aproximadamente US$ 6 milhões.























