Cerca de 5 mil saem em passeata na abertura do FSM
Publicado em 20/01/2007 20:58
Cerca de 80 mil pessoas participam do evento internacional, que deve durar cinco dias e tem o objetivo de protestar contra o capitalismo.
O ex-presidente de Zâmbia, Kenneth Kaunda, acenou para a marcha, pedindo à multidão que lute unida contra a pobreza.
Esta é a primeira vez que o evento é realizado na África - um continente que os organizadores dizem ter "uma luta ininterrupta contra a dominação estrangeira e o neo-colonialismo.
A reunião vai discutir questões que vão da pandemia da Aids à falta de terras e a migração.
Comércio
Será dado ênfase especial à luta de milhões de africanos carentes. Entre os temas de maior destaque estarão os Acordos de Parceria Econômica (EPA, em inglês) que a União Européia está negociando com o bloco de países da região da África, Caribe e Pacífico (ACP).
Os EPA têm o objetivo de liberalizar o comércio, mas vários participantes do encontro acreditam que ele vai penalizar as nações em desenvolvimento ao exigir que elas também abram os seus mercados para competição estrangeira injusta.
Os mais de mil seminários, workshops, testemunhos e discussões programados para o 7º Fórum Social Mundial começarão a partir de domingo. As atividades serão concentradas no Moi International Sports Centre, a duas horas do centro de Nairóbi.
De acordo com a organização do evento, estão credenciados 3 mil participantes não-africanos e 7 mil africanos, dos quais 60% são do Quênia.
O evento foi criado em 2001 para se contrapôr ao Fórum Econômico Mundial.























