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Bolívia quer melhorar as condições de sua adesão ao Mercosul

Publicado em 17/01/2007 16:42

IG/AFP

IG/AFP

A Bolívia vai apresentar formalmente seu pedido para entrar no Mercosul durante a reunião do bloco, quinta e sexta-feira, no Hotel Copacabana Palace, na cidade do Rio de Janeiro, segundo declarações feitas nesta quarta-feira pelo ministro boliviano das Relações Exteriores, David Choquehuanca. No entanto, segundo o ministro, o governo do presidente Evo Morales pretende melhorar as condições de sua adesão para não afetar suas exportações a outros grupos regionais.

"Morales vai ao Brasil para dizer que a Bolívia não entrará de olhos fechados no Mercosul. Isto vai demorar um ano ou mais, se for preciso modificar várias decisões no Mercosul ou na Comunidade Andina de Nações (CAN)", acrescentou.

A Bolívia oficializou seu desejo de fazer parte do Mercosul em carta enviada por Morales, embora queira ainda melhorar as condições da adesão, para não prejudicar suas exportações aos mercados dos países andinos.

A vice-ministra das Relações Econômicas Internacional da chancelaria, María Luisa Ramos, afirmou que "seria muito irresponsável se quiséssemos entrar para o Mercosul nas condições atuais, porque poderíamos ter dificuldades com alguns setores exportadores (...) Não nos interessa uma adesão de modo irresponsável", publicou o jornal "La Razón".

O chanceler argentino, Jorge Taiana, manifestou recentemente que na cúpula do Mercosul "vamos receber formalmente o pedido do presidente da Bolívia para entrar no Mercosul" e considerou que isto será o assunto mais relevante do encontro.

Fontes diplomáticas brasileiras explicaram, paralelamente, que a integração da Bolívia no Mercosul não será imediata e que a reunião de presidentes se limitará a iniciar os estudos sobre o processo de adesão.

A carta de Morales "tem três elementos: indica sua predisposição para entrar no Mercosul, solicita um tratamento especial e diferenciado e pede a formação de um grupo de trabalho", afirmaram as fontes.

Além do presidente anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva, participam do encontro Néstor Kirchner (Argentina), Nicanor Duarte (Paraguai), Tabaré Vásquez (Uruguai) e Hugo Chávez (Venezuela).

Além disso, estão confirmadas as presenças da chilena, Michelle Bachelet, do colombiano Álvaro Uribe, do boliviano Evo Morales e do surinamês Ronald Venetiaan.

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